SEXO NA INTERNET - parte I
Todas
as coisas me são lícitas, mas nem todas me convém.
É com muita alegria que reiniciamos nossos encontros sob a ótica espírita
com temas livres. Temas que são comuns em nosso dia-a-dia e que nem sempre
sabemos como observar ou como avaliar ante a Doutrina Espírita.
Procuraremos, na medida do possível, dirimir dúvidas acerca de conceitos e
assuntos diversos que parecem não se enquadrar na Doutrina Espírita, mas
que como tudo em nossa vida, encontram respostas nos livros básicos da
Codificação. Sei que surgirão muitas dúvidas e muitos questionamentos e
conto com a colaboração dos companheiros auxiliando nas respostas, assim
como também conto com a colaboração de todos para que não percamos o foco
da seriedade e do bom-senso nas mesmas.
Neste
primeiro tema, teremos Sexo na internet. Eu nem preciso dizer para vocês
que, a exemplo dos estudos do Livro dos Espíritos, este de temas também se
estenderá por quantas semanas forem necessárias para que eles sejam
abordados não em sua totalidade, mas em conformidade para que fiquem bem
explorados. Confesso que amei o fato de estarmos no PALTALK e não mais na
sala de chat em que fazíamos os estudos. Nossa, como poderemos levá-lo a
sério e em profundidade, coisa que lá muitas vezes, não nos era possível.
Sexo, sensualismo, vampirismo, mediunidade e obsessão estão incutidos
neste tema e não necessariamente nesta ordem. Vamos lá!! Para os leigos,
vou conceituar o tal do trem de sexo na internet:
O sexo
virtual ou cibersexo nada mais é do que uma forma de masturbação em grupo.
O sexo virtual é comum em canais de IRC e outras salas de bate-papo (IRC é
utilizado basicamente para bate-papo (chat) e troca de arquivos,
permitindo a conversa em grupo ou privada. Muito popular no fim dos anos
90, o IRC decaiu e foi substituído por mensageiros instantâneos como o MSN
e sites de relacionamento como o Orkut. Hoje temos e estamos no PALTALk).
O foco do desejo fica centrado na virtualidade do prazer sexual,
contribuindo para um isolamento sócio-afectivo. Vale lembrar também, que
está é uma ótima forma de aquirir vírus - no computador!!
Bom,
creio que não falei nada de desconhecido a todos, não é mesmo? Basta dar
um giro pelo orkut, adentrar a algumas salas do PALTALK, estar em uma sala
de bate-papo ou ter novos amigos adicionados no MSN para vermos que muitos
pensam com ênfase em sexo, em flertar, em seduzir, em cativar, em
obscenidades e etc.
Claro
óbvio e evidente que isso não é via de regra, mas não estamos aqui para
questionar, criticar ou defender. Fatos são fatos e não adianta tamparmos
o sol com a peneira.
Diante
destes fatos, devemos ser francos e não primar pela falsa moralidade. A
intenção, ao abordarmos este tema, é a de que todos saibamos o que ocorre
em termos espirituais quando estamos envolvidos em algumas destas
situações. O fazer ou não fazer, caberá a cada um de nós. Porém, depois de
ouvir o tema de hoje, ninguém poderá alegar: eu não sabia. E já vou logo
avisando, estão proibidos de abandonar a sala... Continuando aquela
definição sobre sexo virtual temos que:
O sexo
virtual, quando vivido de forma habitual, pode acarretar como conseqüência
a destruição de relacionamentos afetivos, pois o parceiro poderá encarar
isso legitimamente como uma forma de traição sentimental e sexual.
Outra
conseqüência é a tendência de que os relacionamentos afetivos e sexuais
fechem-se em um Mundo Virtual, constituindo-se por isso em um novo desvio
da sexualidade.
A
gravidade da situação não é a coisa em si, mas a compulsão ou obsessão que
pode dominar uma pessoa, tornando esta nova forma de excitação como a
única válida na vivência da própria sexualidade. É aí que começam os
transtornos psicológicos, a materialização de um conflito sexual latente
ou oculto.
Saindo
dos conceitos wikipedianos, sabemos que é fato sabido que muitos usuários
de net são solitários. E, não podemos nos esquecer que este ambiente nos
proporciona uma série de facilidades, principalmente a de externarmos
aquilo que vai em nosso íntimo. Não é difícil encontrarmos pessoas que já
conheceram ou conhecem pessoas virtuais que são completamente diferentes
na vida real.
A internet não é uma casa de loucos. Apenas possui pessoas que a utilizam
de forma a parecer ser uma. E isso ocorre em muitos lugares e
envolvendo não só a sexualidade como os demais aspectos da personalidade e
integralidade de um ser.
Abordar este assunto é de suma importância, quando nos recordamos de que a
juventude em peso está na internet. E um pequeno passeio pelo orkut da
vida é de assustar pelo o que podemos ver que tem ocorrido com estes
jovens. Dos adultos não falo nada, ok?
E não estou falando de páginas ou comunidades com conteúdo próprio para
adultos. Falo das fotos que as meninas de 12 ou 13 anos colocam. Falo do
que os meninos acham que é virilidade e coisas do tipo. Chega de chover no
molhado. Vocês já entenderam muito bem do que estou querendo falar e agora
querem saber o que vou falar. Lá vamos nós!!
Em Eclesiastes, encontramos esta passagem, assaz interessante:
“Alegra-se, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias
da tua mocidade, sabe, porém, que todas estas cousas Deus te pedirá conta”
(11:9)
Em estudos anteriores da SOB A ÓTICA, já comentamos sobre a interpretação
que é dada á Bíblia e as formas deturpadas que elas assumem. E nesta
passagem, como será que podemos ver pelo prisma da Codificação?
Sei que muitos observam pelo lado óbvio, mas eu preferi trazer um lado um
pouco poético para esta interpretação. Em nossa juventude espiritual, ou
seja em nossa sadia ignorância das coisas, podemos viver livremente sem as
grandes responsabilidades que a maturidade intelectual e espiritual nos
agregam. Enquanto somos jovens e ingênuos no tocante a estas verdades,
teremos nossa oportunidade de vivermos sem maiores pesos na consciência,
mas a partir do momento que nos tornamos cientes de muitas coisas, devemos
ter para conosco a grande responsabilidade que isso haverá de acarretar.
Por isso brinquei agora a pouco sobre o fato de que podemos, em muitos
momentos de nossa vida, alegar que desconhecíamos as verdades. Aliás,
gente que adora se auto-culpar, deve lembrar desse detalhe. Em muitos
momentos erramos e não foi por maldade, foi por desconhecermos a forma
correta de agir. A partir do momento que errarmos sabendo da forma correta
de ser, agir e pensar, aí sim creio que devemos nos preocupar com o peso
da nossa consciência.
Bom e que tudo isso tem haver com a Doutrina Espírita? Acaso ela recrimina
o sexo? Acaso ela repudia o ato sexual? Claro que não, né companheiros. O
que ocorre é que, através da Doutrina Espírita podemos compreender o que
se passa nos bastidores deste sexo ou sensualismo virtual. Lembrando que o
que veremos a seguir, serve também para a vida diária. Apenas quis
enfatizar o tema voltado à internet, porque a coisa está feia.
Não podemos começar a falar do assunto sem nos lembrarmos de alguns fatos,
dentre eles o da mediunidade. Heloísa Pires, em introdução ao livro de
Herculano Pires chamado mediunidade, nos recorda que Kardec dizia que se o
fenômeno mediúnico é constante em nossas vidas, se a comunicação entre
encarnados e desencarnados ocorre naturalmente devido à ligação
telepática, há que estudá-la e aproveitá-la, evitando os prejuízos da
telepatia com os desequilibrados.
Já aprendemos sobre a sintonia e a Lei de atração. Neste caso os
semelhantes se atraem em suas formas vibracionais e emanações... rsrsrsrs...nestas
horas penso que podemos encontrar a explicação para o ciúmes em
determinadas mulheres. Elas, inexplicavelmente, ao conhecerem ou
depararem-se com determinada amiga do marido, do namorado ou do irmão,
sentem um ciúmes desmedido. Não é a beleza ou algum outro atributo da
criatura, mas sim as emanações energéticas e espirituais que se
assemelham. Não raro, tirando-se o objeto de disputa (os tais maridos,
namorados ou irmãos) passam a ser grandes amigas. Essa teoria é todinha
minha, viu gente? Não procurem em livros, por favor.
Que fez kardec? Orientou-nos a que soubéssemos manipular e utilizar de
forma produtiva esse processo de telepatia que se forma, evitando assim
que nos deixássemos levar e envolver pelas perdas advindas de uma má
sintonia. E nesta tecla batemos e rebatemos todos os dias, não é mesmo? Se
a tristeza te invade ou algum pensamento depreciativo te toma de assalto,
busca mudar o foco de tua mente: vai ler, lavar o carro, correr, cozinhar,
enfim, vá se ocupar e ocupar sua mente de algo, para que esse pensamento
não se aloje.
Agora, como existe gente safada e inescrupulosa, além de doente e
necessitada de sério tratamento psicológico e espiritual, encontramos
pessoas que ao deparar-se com estes fatos, aprendem a utilizá-los de forma
perversa e egoísta, prejudicando, manipulando e destruindo outros seres.
Eis a subjugação. Mas que trem será este, subjugação?
Subjugação - (estar sob o jugo de). Processo em que o Espírito obsessor
domina quase por completo a vontade do obsedado, conseguindo levá-lo à
prática de atos contrários à sua formação moral.
Aquelas coisas que em dados momentos de nossa vida, não conseguimos
compreender como é que praticamos, não é mesmo? As más companhias e más
influências das quais devemos manter alguns palmos de distância. Mas, vale
que nos lembremos do final da frase de Heloísa Pires na introdução ao
livro do Herculano:
Mas se não é por acaso que nos ligamos ao desequilíbrio, os seres humanos
que formaram grupo no erro devem agora unir os esforços na educação
libertadora pela compreensão da Verdade ensinada através dos séculos por
irmãos mais velhos e vivenciada por Jesus.
É a boa e velha lembrança de que o acaso não existe. Embora não vamos
salvar o mundo e nem sermos os novos mártires da atualidade, cabe-nos a
influenciação proveitosa e em conjunto para a minimização destes fatos.
Contribuamos, dentro das nossas possibilidades e respeitando o
livre-arbítrio alheio, para que as situações se esclareçam e as pessoas se
renovem adentrando aos exemplos do Mestre Jesus e às máximas divinas.
Nesta troca ou exercício da tal faculdade mediúnica, muitas pessoas ainda
não se deram conta do que ocorre e do que estão fazendo e se tornam presas
fáceis de manipuladores, aproveitadores e sugadores, mais conhecidos por
vampiros.
E nem queiram ficar apenas ficar assustados com o termo. Queiram também
conhece-lo em sua plenitude e verão como tudo isso ocorre com grande
freqüência em nossa vida, não apenas no âmbito sexual.
Herculano
Pires nos diz: A existência de certas formas de vampirismo, como a sexual,
que viola os princípios morais e religiosos, foi pouco tratada no
Espiritismo em virtude do escândalo que provocava, podendo até mesmo
causar perturbações a criaturas simples e excessivamente sensíveis.
Perturbação é ter de ver uma filha de 4 anos dançando na boquinha da
garrafa ou cantando coisas no estilo ‘as cachorras, ou popozudas’!!
Tagore observou, em sua obra A Religião do Homem, que no mundo moderno nós
vivemos de processos vampirescos em sucção do sangue e das energias vitais
dos outros, ou seja, agimos antropofagicamente. Segundo algumas pessoas
gostam de enfatizar, um bebê costuma vampirizar sua mãe.
Neste nosso estudo é muito feio falar isso, pois os bebês em nada se
assemelham aos adultos pervertidos, egoístas, insaciáveis e perdidos aos
quais o tema se refere. Aliás, esse trem de ser antropofágico, nada mais é
do que se alimentar de seres humanos, lembrando que não estamos falando de
canibais que são aqueles que se alimentam da carne humana.....agora,
quando alguém for xingar um chefe explorador pode chamá-lo de antropófago,
ao invés de destilar palavrões...
Podemos com grande tranqüilidade, dizer que a exploração do homem pelo
homem é um processo vampiresco. Trazendo para o tema de hoje, temos as
pessoas que se utilizam sexualmente de outras, ou seja, necessitam de suas
energias, emanadas através das sensações sexuais. Imaginem no âmbito
espiritual das perversões, o que não ocorre nestes atos em que o sexo é
utilizado apenas como meio de prazer ou viciação.
Herculano Pires, em seu livro Vampirismo, evidencia bem todas as formas de
vampirismo, pois cada uma possui um grau e uma forma diferente de
conotação e ação. Para que nos situemos, vale lembrar que segundo ele
vampirismo é uma forma de escravização. Escravizamo-nos aos outros por
preguiça, por indolência, e os outros se escravizam a nós pelos mesmos
motivos.
Se resolvermos ser livres e não nos apegarmos a remorsos, a angústias
geradas por nós mesmos, a desesperos que alimentamos masoquistamente, mas
descobrirmos que podemos fazer e desfazer as coisas por nós mesmos, não
precisaremos sugar dos outros o que temos em nós e assim nos
emanciparemos.
Parece tão ingênuo e desprovido de maiores problemas aquelas frases que
jogamos ao acaso para homens e mulheres, carregadas de sensualismo e de
segundas intenções, não é mesmo? Vão vendo só a corja que estamos trazendo
e enviando conosco.
Como diz Herculano, o Vampirismo atual não se nutre de lendas
assustadoras, mas de realidades positivas do campo do Psiquismo, que
exigem esclarecimento. E se falamos de psiquismo, falamos de mente e mente
é energia, sintonia. Oras, então cá estamos novamente falando em
codificação e em mediunidade, certo?
Ele também, em 1900 e bolinha, nos lembra que A última novidade que se
espalha no meio espírita é a mais velha de todas: a da castidade para
homens e mulheres, a fuga ao sexo, esse instrumento do Diabo que é também
o instrumento da criação, do povoamento da Terra pelas criaturas de Deus.
Esses anjos assexuados que surgem agora, em revoadas místicas, no meio
espírita, não são jejunos apenas em questões genéticas, mas também e
principalmente em Espiritismo. Nada conhecem da poderosa síntese histórica
e espiritual que Kardec nos deixou.
Ele faz
um comentário meio ácido também, acerca de onde estas criaturas devem ter
saído, mas vou me abster de reproduzi-lo e deixo-lhes a dica para lerem o
seu livro, assaz interessante!! O que precisamos evidenciar nesta sua
frase é a de que já tem um tempinho que existe a falsa apologia à
abstinência sexual no meio espírita, como se isso sublimasse ou elevasse
alguém. O mesmo vale para o comer ou não comer carne. Mas é um braço que
estenderia por demais as nossas colocações de hoje e certamente poderá ser
visto em nosso terceiro tema livre que tratará dos animais. Atenhamo-nos
ao trem de abster-se sexualmente.
Que terá quisto dizer Herculano quando disse que havia mal entendimento
nesta postura? Creio eu que está justamente na forma como devemos fazer
uso do sexo. Ele é natural e faz parte dos ‘acessórios’ para que nos
reproduzamos, mesmo que já existam técnicas laboratoriais para isto, mas
vale lembrar que os dois elementos básicos para gerar uma criança saíram
respectivamente do homem e da mulher.
O que está degringolado é a forma como utilizamos o sexo, a ênfase que
damos á sensualidade e as inúmeras perversões que criamos e alimentamos.
De nada adianta nos abstermos da prática sexual se não podemos olhar para
uma criatura, ouvi-la ou sentir seu cheiro, por exemplo, sem alimentarmos
pensamentos obscenos e amorosos.
Nisto, me recordo de um exemplo dado por Divaldo em uma de suas palestras,
que aborda o tema Sexo e consciência. Dentre outras informações preciosas
que ele nos traz, existe uma passagem verídica que ocorreu consigo quando
da estadia em casa de companheiros espíritas, por ocasião de um seminário
que ele realizava em cidade distante.
Ele estava hospedado em uma casa em que havia uma grande quantidade de
pessoas, dentre elas, muitas filhas do casal. Ao deparar-se com uma em
específico e que era casada, ele percebeu que era portadora de um forte
desequilíbrio. Ao anoitecer, quando todos dormiam, ele ouve alguém bater
em sua porta solicitando auxílio. No que se levanta, de chofre, é
orientado por Joanna de Angelis (e aí podemos notar um merecimento seu em
decorrência da boa sintonia que mantinha) a não abrir a porta sob hipótese
alguma. A voz insiste em pedir auxílio e ele a dizer que já está indo. De
repente, um som se faz fora da porta e ele a abre.
Depara-se com aquela filha em que notara o forte desequilíbrio, vestida de
forma convidativa e seu pai a bater-lhe. A situação estava armada, o pai
censurando e querendo bater na filha, enquanto o marido dormia
placidamente em outro ambiente. Afora as explicações cristãs dadas por
Divaldo, acerca da procedência em casos similares, vale lembrar que tanto
ela quanto o marido estavam subjugadas por entidades vampirescas. Ela
induzida a fazer e praticar atos como este de procurar sexualmente uma
visita na casa de seu pai, e o marido por ser mantido dormindo enquanto
tudo ocorria.
Abstraindo-se ainda todo o desenrolar da situação, temos que a atitude de
Divaldo foi a de socorrer a moça, mostrando aos demais como ela se
encontrava adoentada e necessitada de auxílio. Orou, fluidificou a água,
pediu a intercessão e, num sussurro a jovem diz à mãe: parece que algo
saiu de mim, mamãe.
Estas são nossas ferramentas para lidar com a situação. Mas por favor, não
pensem que é simples e fácil, ok? Existe muito a ser analisado, inclusive
o que gera este intercâmbio, quais as coisas e situações que o alimenta e
assim por diante. Serve-nos como um pequeno referencial de que não estamos
à mercê de criaturas malignas.
Herculano prossegue recordando-nos de que A única força de agir sobre
entidades vampirescas e sobre os espíritos em geral, como ensinou Kardec,
procede da autoridade moral de criaturas esclarecidas. Só a autoridade
moral de um espírito encarnado pode influir sobre o comportamento de
espíritos desencarnados.
O que nos faz recordar da atitude de Divaldo ao ser amparado por Joanna.
Ela o orientou e intuiu, mas se a mente dele estivesse voltada à viciação
ou desejosa de prazeres o circo estaria armado. Aliás, como ele mesmo
disse, teriam um imenso espetáculo, pois o pai sabedor das atitudes da
filha estava à espreita e iria flagrar os dois
NESTE PONTO, UNI OS ESTUDOS DA SEMANA
SEGUINTE:
No
encontro anterior, começamos a delinear um pouco do que seria sexo na
internet. Lembrando que este tema abordará os sub-temas obsessão,
vampirismo sexual, mediunidade, sensualismo e sexo. Mas, mais importante
do que qualquer um destes sub-temas é o grande apanhado que devemos
retirar deste encontro.
E, o
maior e mais preocupante destes elementos a que nos referimos, é
justamente o legado que estamos passando aos nossos filhos, jovens,
irmãozinhos menores e, até, a nós mesmos.
Precisamos de forma simples e direta nos darmos conta de que existe muito
mais além do que o prazer instantâneo em palavras e cenas que podemos
observas através da internet. E este muito mais é justamente aquilo tudo
que muitos desconhecem: as energias, as necessidades de seres
desencarnados e até de serem encarnados envolvidos neste ato. Não estamos
falando do sexo sadio praticado entre duas pessoas que se amam ou que
buscam a continuidade positiva e harmônica entre ambos, mas falamos sim de
tudo aquilo que passa a ser confundido com o que é natural, aceitável e
contido dentro da puberdade, da adolescência e dos processos de atração
que envolvem as pessoas para que formem, quem sabe, família.
Falamos
sim daquelas energias emanadas e que são fruto de momentos fugazes que, ao
seu término, geram mais solidão, angústia e necessidade do que antes de
serem praticadas. Falamos daquelas ligações emocionais que nos trazem
prejuízo ao sono, ao pensar e ao relacionar-se com nossos companheiros
reais (maridos, esposas, namorados e namoradas).
Relembrando o fio de pensamento em que paramos no encontro passado,
estávamos citando Herculano Pires sobre a moda que invadiu o Movimento
Espírita alardeando a abstinência sexual como forma de elevação e
purificação e, ao comentar que de nada nos vale abstermo-nos do sexo, se
nossa mente não se abstém, lembrei-me de uma passagem de Divaldo em que se
hospedou em casa de confrades e foi assediado pela filha casada destes,
sendo orientado e amparado por Joanna para que não se deixasse envolver
pelo cerco armado para que coisas piores ocorressem.
Falávamos justamente, da sintonia que devemos ter para com a
espiritualidade e sobre a passagem de Herculano de seu livro Mediunidade,
que nos relata que somente a força moral do encanado é que pode prevalecer
sobre estes atos de subjugação. Herculano ainda nos diz:
A fé em
Deus e na Espiritualidade é inata na criatura humana e permanece latente,
em forma estática, disponível, no coração dos homens que se entregam à
negação materialista. A fé espírita, racional, anti-supersticiosa,
manifesta-se como uma graça no coração dos que se conduzem com humildade.
Essa fé
permite avançar, na medida exata das nossas potencialidades espirituais.
Sem humildade e a consciência de nossa fragilidade humana, estaremos
sempre sujeitos a cair nas armadilhas da vaidade tola que todos possuímos
e que a maioria cultiva como erva preciosa, quando não passa de erva
daninha. Nessas culturas bastardas que o vampirismo nos colhe como flores
de guanxuma das terras estéreis.
Ou seja,
são nossas inclinações e atuações que nos colocam á mercê destes
desafortunados irmãos que necessitam de perversões e libertinagens para se
alimentarem. Herculano prossegue em sua narrativa dando um presta atenção
em alguns adultos com idade mais avançada, falando nos seguintes termos:
Em
contrapartida surgem também os casos de delírios senis em criaturas
envelhecidas, que no declínio da vitalidade se tornam ridículas e
perigosas, tentando reativar suas energias genéticas sem a compulsão das
frustrações de toda uma vida em que esmagaram seus impulsos afetivos.
Para bom
entendedor ponto é letra. Eis que nem tudo é influência de espíritos, mas
sim de nossa própria mente e compulsão. Certa feita estava indo para meu
trabalho quando ouvi alguém falando alguma besteira. Devia ser um elogio
na mente da criatura que o proferiu mas...rsrsrs...enfim, quando me virei
e olhei, dei de cara com um senhor que já quase poderia ser meu avô!! Ah,
faça-me o favor. Nem preciso dizer que não economizei no português para
situá-lo e juro que não era pela sua idade avançada, apenas.
Se
lembrarmos do que estamos dizendo acerca do vampirismo e analisarmos que
toda mulher que passava na rua devia receber um destes elogios vamos fazer
a analogia de que o cidadão poderia ter um monte de desencarnados consigo.
E aqui na net, ocorre o mesmo que bem salientou Herculano e muitas das
vítimas, são as mulheres solitárias e carentes, crianças ou adolescentes.
Velhinhos que deveriam dar-se ao respeito e que, infelizmente, estão sob o
jugo da sensualidade, sob o jugo da decadência moral e espiritual.
Criaturas que merecem nossas preces e nosso cuidado. Deu para perceber que
o problema é muito mais profundo do que apenas fazer ou deixar de fazer
algo, não é mesmo gente? E não somente velhinhos, mas também homens e
mulheres em tenra idade, deixando-se ser instrumentos de vampiros que não
medem esforços para receberem o que querem.
Como
ninguém foge aos imperativos da Lei de Deus, esses seres, que causam
desvario sexual, resgatarão em reencarnações futuras à duras penas,
podendo ser portadores de doenças eminentemente cármicas como a epilepsia,
a lepra, a paranóia, a hidrocefalia, o mongolismo e outras moléstias, como
também ter como obsessores vários dos que foram prejudicados em caminhadas
anteriores.
Para
quem ainda não entendeu muito bem onde mora o problema, trago uma passagem
em que Emmanuel nos diz o seguinte: “Toda vez que determinada pessoa
convide outra à comunhão sexual ou aceita de alguém um apelo neste
sentido, em bases de afinidade e confiança, estabelece-se entre ambas um
circuito de forças, pelo qual a dupla se alimenta psiquicamente de
energias espirituais, em regime de reciprocidade”.
Trazendo
para a net: cada vez que alguém nos diz um gracejo sexual ou uma
obscenidade despretensiosa e ‘aceitamos’, ou seja, nos ligamos às palavras
e ao o que elas emanam, estamos criando uma troca de energias uma mão
dupla de energias circulantes.
Você se
conhece e sabe quem é e tem certa noção de com quem se liga, mas e o
outro? Já imaginaram, gente, o que estamos trazendo para dentro de nosso
lar e de nossa família, quando estamos aqui no micro? Já pensaram que
quando desligamos o micro e achamos que ‘tudo aquilo’ acabou e vai
recomeçar só quando o religarmos, na verdade, está muito mais vivo e
atuante do que pensamos?
Criamos
também, infinitas expectativas na outra pessoa. Alimentamos as suas
carências, afagamos seu ser e adulamos sua personalidade sedenta de
aceitação. E quando cansamos da brincadeira ou encontramos outra presa
para deitarmos nosso charme e nosso carisma, o que ocorrerá com aquela a
quem nos vinculamos e que criou dependência e necessidade de nossas
palavras? Emmanuel responde para nós:
Em tais
experiências, quando um dos parceiros lesa o outro na sustentação do
equilíbrio emotivo, provoca a “ruptura no sistema de permuta das cargas
magnéticas” e caso o parceiro que se sente prejudicado “não possua
conhecimentos superiores na autodefesa” pode entrar em pânico ou até mesmo
chegar à delinqüência.
Percebam
a seriedade da coisa? Além de toda tralha energético-espiritual que
estamos trazendo para dentro de nosso espírito, para o convívio com nossos
filhos, maridos, esposas ou pais, também somos responsáveis por aquilo que
acarretaremos a outrem. Será que todas as pessoas estão sedentas de fortes
emoções ou algumas procuram, sinceramente, encontrar alguém para a vida
toda?
Exposição: Fiorell@!
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