Aproximadamente 208
milhões de pessoas -- 4,8% da população adulta do mundo -- usaram drogas
ilícitas ao menos uma vez em 2007. Metade delas usou pelo menos uma vez
ao mês e, em média, cerca de 200 mil usuários morreram no ano passado em
conseqüência do consumo de drogas. Os dependentes químicos correspondem
a 0,6% da população e somam 26 milhões. Os dados foram revelados pelo
Relatório Mundial Sobre Drogas 2008 divulgado pelo Escritório das Nações
Unidas contra Drogas e Crime (UNODC) nesta quinta-feira (26), Dia
Internacional de Combate ao Abuso e ao Tráfico Ilícito de Drogas.
O documento, publicado anualmente desde 2003, traz um balanço sobre o
consumo de substâncias ilícitas no mundo e ressalta que a situação,
apesar de preocupante, é estável e pode ser considerada um avanço das
políticas de controle de drogas.”
Diante deste quadro assustador sobre o consumo de drogas em todo o
mundo, torna-se necessário a mobilização de todos para que se possa
discutir e achar soluções no combate às drogas e a mesma não se tornem
uma arma de extermínio dos nossos jovens. Pensando nisso trouxemos para
a Momento Fraterno este tema tão importante que foi muito bem abordado
por todos na quinta-feira passada, ficando para a próxima a sua
continuidade. Aguardamos a participação de todos com suas colocações e
soluções para que possamos ser mais um no combate a este mal que assola
a humanidade.
O Velho Problema das Drogas
Recentemente a Rádio Bandeirantes levou ao ar uma série de reportagens
sobre o velho problema das DROGAS.
Vários profissionais da área foram ouvidos e, infelizmente, pelas
considerações feitas, ficou entendido que grande parte da
responsabilidade pelo uso de DROGAS na adolescência, recai sobre os
ombros dos pais.
O que geralmente acontece, é que os pais não observam algumas noções
básicas para se formar um indivíduo consciente das suas
responsabilidades e resistente ao apelo das DROGAS.
Pensando em fazer o melhor, os pais começam por isentar os filhos de
qualquer obrigação.
Para poupá-los, executam as tarefas que lhes dizem respeito.
Quando os filhos são pequenos os pais se desdobram para fazer tudo,
providenciar tudo para que nada lhes falte e para que não tenham que
enfrentar frustrações nem quaisquer dificuldades.
Se pudessem, os pais os poupariam até mesmo das enfermidades, dos
pequenos tombos, das dores, dos arranhões...
Quando a criança começa sua jornada na escola, os pais as acompanham e
carregam a sua mochila e, alguns, até fazem as lições de casa para
poupar possíveis reprimendas de seus mestres.
E assim a criança vai crescendo num mundo de ilusões, pois essa não é a
realidade que terão que enfrentar logo mais, quando tiverem que caminhar
com as próprias pernas.
Imaginemos alguém que nunca teve oportunidade de dar alguns passos, que
sempre foi carregado no colo, que forças terá para se manter de pé?
É evidente que essa criança, quando chegar na adolescência, não terá
estrutura nenhuma.
Diante da primeira dificuldade ficará vulnerável como uma flor de estufa
aos primeiros golpes do vento.
Ela não aprendeu a suportar frustrações, pois os pais as evitaram o
quanto puderam. Ela nunca teve nenhuma responsabilidade a lhe pesar
sobre os ombros.
Jamais sofreu uma decepção e sempre teve a razão a seu favor, até mesmo
nas pequenas rixas com os amiguinhos da infância.
Crianças criadas assim, não estão preparadas para pensar, nem para sair
de dificuldades, nem para resolver problemas. Sempre esperam que alguém
resolva tudo por elas, pois essa foi a lição que receberam dos pais ou
responsáveis.
Mas, afinal de contas, quem é que pode passar pelo mundo isento de
dificuldades?
Isso é impossível, em se tratando do nosso mundo.
E o problema está justamente quando a criança, agora adolescente, sofre
seu primeiro solavanco, que pode até não ser tão grave, mas é suficiente
para abalar sua estrutura frágil, agora longe do olhar vigilante dos
pais.
Psicólogos e psiquiatras, entre outros profissionais que se pronunciaram
na referida reportagem, aconselham que os pais evitem que seus filhos
venham a usar DROGAS, dando-lhes uma educação consciente, que prepara o
indivíduo para viver no mundo real e não num mundo ilusório por eles
idealizado.
É preciso que os pais repensem essa forma de amor sem raciocínio, esse
amor permissivo, bajulador e sem consistência. É preciso permitir que os
filhos andem com as próprias pernas, amparando-os sempre, mas
deixando-os fortalecer os próprios "músculos".
É preciso deixá-los enfrentar pequenas frustrações, como não ganhar o
brinquedo igual ao do filho do vizinho, por exemplo.
Como não ganhar o álbum de figurinhas que todos os colegas da escola
têm.
Educar é a arte de formar os caracteres do educando, e não de deformar.
Assim, se você é pai ou mãe e tem interesse em manter seu filho longe
das DROGAS, pense com carinho a respeito das recomendações que lhe
chegam.
E, acima de tudo, doe muito amor e atenção aos seus pequenos, pois quem
ama, verdadeiramente, ensina a viver e não faz sombra para impedir o
crescimento dos seus amores.
Se você quer que seu filho tenha os pés no chão, coloque
responsabilidades sobre seus ombros.
Se você quer que seu filho resista aos vendavais da existência e ao
convite mortal das DROGAS, permita que ele firme suas raízes bem fundo,
mesmo que para isso tenha que se dobrar de vez em quando, como faz a
pequena árvore enquanto seu tronco está em formação.
Pense nisso, mas, pense agora!
Momento Espírita
Te aguardamos
para esta conversa fraterna.
Fiquem na Paz de Jesus Cristo.