Questões 14 a 20
No encontro anterior, principiamos a falar das características de Deus.
Falamos a partir do item 13 aonde os Espíritos nos alertaram de que há
coisas acima da inteligência mais admirável e Kardec nos mostrou alguns
atributos divinos esmiuçados, dentre eles, o de ser Eterno.
Hoje,
prosseguiremos a partir do imutável, ou seja Deus:
É
imutável; se estivesse sujeito a mudanças, as leis que regem o universo
não teriam nenhuma estabilidade.
Eis
aquilo que afirmamos sempre que nos referimos às Leis que regem a vida.
Elas são imutáveis. As variáveis ocorrem segundo as nossas obras e não
segundo a nossa vontade. Já imaginaram as Leis universais serem como as
Leis terrenas?
Já
imaginaram as discrepâncias que temos de um país para outro e, até mesmo
dentro do próprio país em seus estados? Um exemplo básico e triste é a Lei
que permite o aborto. Aceita em alguns países, repudiada em outros. Que
seria de nós se Deus você assim tão variável, não?
É
imaterial, ou seja, sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria; de
outro modo não seria imutável, porque estaria sujeito às transformações da
matéria.
Esta
parte é assaz interessante. Em A Gênese temos o comentário de Kardec,
enfatizando a imaterialidade de Deus. Inclusive, cita as figuras que lhe
damos, dentre as mais conhecidas, o velhinho de brancas barbas. Afora
quando falamos de que Ele está de Olho em nós, que nos segura na palma da
mão.
Segundo
Kardec, algumas representações chegam a ser ridículas por rebaixarem o Ser
supremo, Deus, às mesquinhas proporções da humanidade, o que mostra que,
daí a um passo, podemos atribuir-lhe as paixões humanas, além da visão de
um Deus justiceiro, nervoso e ciumento....
Sei que
algumas pessoas não vêem maldade em pequenas coisas, como as destes
exemplos dados por Kardec, mas já pararam para refletir sobre o que ele
busca nos transmitir? Da mesma forma que podemos atribuir a Deus nosso
sentimento amoroso e de zelo, por que não Lhe atribuir nossos sentimentos
mesquinhos? Dois pesos e duas medidas?
Certa
feita li que a diferença entre o ganhador e o perdedor é mínima, ainda
assim, é ela quem faz a diferença. Trazendo para o comportamento mental,
pensaram como acontece?
Diante
das nossas fragilidades e imperfeições, na hora da dor e da provação,
teremos a serenidade necessária para lembrarmos que Deus é um Ser apenas
de Amor? Enfim, afora o profundo respeito demonstrado por Kardec.
É único;
se houvesse vários deuses, não haveria unidade de vistas, nem unidade de
poder na organização do universo.
É
todo-poderoso, porque é único. Se não tivesse o soberano poder, haveria
alguma coisa mais ou tão poderosa quanto Ele; que assim não teria feito
todas as coisas e as que não tivesse feito seriam obras de um outro Deus.
Nesta
parte, podemos buscar muitas linhas de raciocínio. A que me chamou a
atenção, foi a de que, se Deus não é único, então existem outros seres
como Ele. Em existindo outros similares a Deus, estes também seriam
deuses. E lá vamos nós entender o porque das idéias politeístas, geradas
por pura ignorância do princípio do infinito das perfeições de Deus.
Destrinchando esse trem que li lá em A Gênese, temos que por desconhecerem
os ditames das infinitas perfeições de Deus, é que os povos primitivos
cultuavam vários deuses. Tudo o que lhes era mais forte, inacessível ou
acima das razões humanas, virava um deus. Deus raio, trovão, deusa chuva,
deusa lua e por aí vai.
Com o
caminhar da compreensão do que era atribuído a Deus, foram retirando as
simbologias. Ou seja, atualmente podemos conceber que “Deus não pode ser
Deus senão com a condição de não ser ultrapassado em nada por outro ente;
pois então, o verdadeiro Deus seria aquele que o ultrapassasse e qualquer
assunto mesmo que não excedesse da espessura de um cabelo; para que tal
não se Dê, precisa que Ele seja infinito em todas as coisas” Gênese item
18, cap. II.
É
soberanamente justo e bom. A sabedoria providencial das Leis Divinas se
revela nas menores como nas maiores coisas, e esta sabedoria não nos
permite duvidar de sua justiça nem de sua bondade.
Quantas
vezes gritamos que estamos sendo injustiçados? Quantas vezes achamos que
falta bondade entre aqueles que nos cercam? Quantas vezes já achamos que
algo deveriam ter ocorrido de forma diferente por, justamente, acharmos
que faltou justiça na situação.
Em
trocadilhos, posso pensar que eis uma grande justeza nossa...Fatos que nos
pareçam injustos, contém em seu fundo, a justiça de Deus agindo. Por
exemplo: determinado é notoriamente culpado em uma situação, mas parece
que a vida continua a lhe sorrir enquanto que aos envolvidos restou apenas
a dor e o pranto.
Deus não
compactua com aquele que erra, mas se em determinado momento, parece-nos
que ele sai ileso, não podemos nos esquecer de que seus atos estão
gravados para a eternidade.
Aos
envolvidos que debulham-se em lágrimas em lágrimas e sentimentos de
coitadeza e lamúria, eis o momento de crescer. Muitas vezes, Deus e Pai
amoroso, nos envia os alertas e ensinamentos de forma que saibamos
capta-los. Se nossa maturidade emocional assim não o permite, entra a
segunda parte da oportunidade: a dor!!
Turrões
que somos, aprendemos, infelizmente, na maioria das vezes, com a dor. E
quantos ainda, diante da dor, ao invés de nos elevarmos, crermos e
confiarmos em Deus e em sua soberana justiça, ainda nos quedamos nas
tramas da vingança, do ódio e da revolta?
Não nos
recordamos que, em muitos casos, temos a dor como depuradora de nossos
espírito. Não falo do auto-flagelo, ok? Aquele lance de nos incutirmos a
dor e de ficarmos deleitando-nos em experiências que já foram, já passaram
e que só estão vivas em nossa memória.
Bom, este
é nosso Deus. Nosso Criador e nosso Pai.
Adentrando ao item IV do capítulo primeiro, do primeiro livro, temos
PANTEÍSMO. Vamos às definições e ao significado de panteísmo:
Panteísmo: doutrina filosófica segundo a qual só Deus é real. Tudo o que
existe é a manifestação de Deus, que por sua vez é a soma de tudo o que
existe.
Seria
básico se não fosse complicado. Já estudamos o panteísmo, dentro da
codificação, algumas vezes, mas não nos custa relembrar e rever. Nesta
visão, se olharmos sem analisar, veríamos que somos invenção de Deus, e
não seres com individualidades e potenciais, como já aprendemos.
Diante
dela ,seriamos juntamente com os universos, apenas uma manifestação de
Deus. (Emanetismo Doutrina panteísta segundo a qual os seres originam-se
saindo do Criador, não por criação, mas por uma espécie de extensão ou
derivação.)
Para quem
gostar de ler sobre o assunto e suas variáveis, eis este artigo de José
Reis Chaves, fala de importantes fatos envolvendo-o, assim como a igreja
católica e alguns filósofos que trouxeram o Panteneísmo, mais tarde aceito
pela igreja
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/jose-chaves/panteismo-e-panenteismo.html
Vejamos a
questão de número 14:
14. Deus
é um ser distinto, ou seria segundo a opinião de alguns, o resultante de
todas as forças e de todas as inteligências do Universo, reunidas?
- Resp.: - Se assim fosse, Deus não existiria, porque seria efeito e não
causa; ele não pode ser ao mesmo tempo, uma coisa e outra.
Teríamos
aí a união de todos os elementos criando Deus e, como vimos anteriormente,
uma porta aberta pata que Deus fosse falho, afinal, embora tudo seja
perfeito e caminhe em sincronia, algo poderia estar em desarmonia, criando
assim uma entidade falha ou passiva de erros.
E ainda,
se Deus fosse o efeito de tudo quanto conhecemos, seria fácil refazermos
suas obras, bastaria acharmos a fórmula correta e teríamos o poder de
criar, pois seríamos parte do efeito e da causa. Por isso, olhem o
conselho que recebemos:
- Deus
existe não o podeis duvidar, e isso é o essencial. Acreditai no que vos
digo e não queiras ir além. Não vos percais num labirinto, de onde não
podereis sair.
Isso não vos tornaria melhores, mas talvez um pouco mais orgulhosos,
porque acreditaríeis saber, quando na realidade nada saberíeis.
Se hoje
em dia nos sentimos orgulhosos por sermos amigos do dono da padaria ou da
farmácia lá da esquina, imaginem se conhecêssemos Deus? Quantos de nós já
não alardearam que conhecem Chico pessoalmente?
Embora
hajam muitos conceitos embutidos nas situações, mas quantos de nós já não
tentamos viajar de carona em alguma figura conhecida? Tenho um irmão que é
médico, tenho uma sogra que é dona de tal loja no shopping, meu cunhado é
professor em tal escola renomada...uffa, gente, será que em alguns
momentos não é nosso orgulho e auto-projeção que estão falando alto?
Imaginem
a falta de sossego que seria para Deus!! A romaria que não seria? Os
testes que fariam. Retirariam até pequenos pedaços Dele, querendo estudar,
esmiuçar, refazer, conhecer. E olhem o que a espiritualidade nos diz
acerca disto:
Deixai, pois de lado, todos esses sistemas; tendes que vos desembaraçar de
muitas coisas que vos tocam mais diretamente. Isto vos será mais útil do
que querer penetrar o que é impenetrável.
Estava
lembrando de um amigo que diz que nunca viu Deus, portanto, Deus não
existe...uffa....então o cara é tão the best, que se ele deitar os olhos,
haverá de se confirmar a verdade de Deus? Quando brinquei com ele, sobre a
verdade dele levar a sério demais a frase de que ‘sois deuses’, ele não
entendeu...mas eu entendi!! Estava diante de alguém tão soberbo que,
embutido na frase dele, havia um pote repleto de orgulho e empáfia, afinal
ele poderia validar ou não a Deus.
Por outro
lado, se formos comedidos ou seja, se a criatura chegou a esta conclusão
após estudos, veremos que ele pode apenas ser um agnóstico ateísta, ou
seja, alguém que não conhecendo a existência de Deus, não acredita que ele
exista.
As bases
filosóficas do agnosticismo foram assentadas no século XVIII por Immanuel
Kant e David Hume, porém só no século XIX que o termo agnosticismo seria
formulado. Seu autor foi o biólogo britânico Thomas Henry Huxley - avô
paterno do escritor Aldous Huxley (autor do romance distópico Admirável
Mundo Novo) - numa reunião da Sociedade Metafísica, em 1876. Ele definiu o
agnóstico como alguém que acredita que a questão da existência ou não de
um poder superior (deus) não foi nem nunca será resolvida.(fonte Wikipédia).
Eis
porque não devemos julgar. Embora determinadas coisas nos pareçam
arrogância ou orgulho, podem ser apenas o resultado sério de estudos e
crenças desenvolvidos por determinados seres. Da mesma forma que temos o
direito de crer em espíritos e etc, esses irmãozinhos têem o direito de
não crer.
Mas, se
focarmos pelo lado de quem afirma sem nunca ter lido uma linha, apenas por
vaidade, teremos aquilo justamente aquilo que a espiritualidade nos
conclama a retirarmos de nós: nossas mazelas e imperfeições, nosso orgulho
e nossa vaidade. Como querer conhecer algo tão superior, se mal nos
conhecemos. E vocês ainda vão dizer: Fiorella, você está sendo repetitiva,
mas gente?
Se
podemos afirmar convictamente que nos conhecemos, eu me pergunto: e por
que erramos ainda? Se tanto nos conhecemos, por que ainda carregamos
tantas coisas ruins? Se nos conhecemos tão amiúde, por que ainda não
realizamos somente o bem?
Porque
ainda precisamos caminhar. Ainda precisamos usar o nosso conhecimento de
forma produtiva. Que faríamos com o conhecimento sobre Deus, então? Espero
não ter viajado muito....
Enfim,
não é por nada, mas estão mandando a gente cuidar da nossa vida.... Nada
contra a evolução, ou compreendermos o motivo pelo qual aqui estamos, mas
como muitos adoram dizer: tudo a seu tempo! Ainda não nos é possível
adentrar a determinados pontos, e um deles, é justamente o íntimo de Deus.
Na questão 15, temos:
15. Que
pensar da opinião segundo a qual todos os corpos da Natureza, todos os
seres, todos os globos do universo, seriam partes da Divindade e
constituiriam, pelo seu conjunto, a própria Divindade; ou seja, que pensar
da doutrina panteísta?
Resp.: Não podendo ser Deus, o homem quer pelo menos ser parte de Deus.
Simplificando, temos que para o Panteísmo tudo é parte de Deus, que tudo
que existe, em conjunto, formam o próprio Deus,e nisto é contrário ao o
que o Espiritismo acredita , pois dentro da Codificação aprendemos que
"Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas"..
16.Os que professam esta doutrina (panteísmo) pretendem nela encontrar a
demonstração de alguns atributos de Deus. Sendo os mundos infinitos, Deus
é por isso mesmo, infinito; o vácuo ou o nada não existindo em parte
alguma, Deus está em toda parte; Deus estando em toda parte, pois tudo é
parte integrante de Deus, dá a todos os fenômenos da natureza uma razão de
ser inteligente. O que se pode opor a este raciocínio?
Resp.: A razão. Refleti maduramente e não vos será difícil reconhecer-lhe
o absurdo.
Se refletirmos veremos que Deus compõe cada coisa, ou seja, é cada coisa.
E em sendo cada coisa, não é único, nem imutável, nem soberano. Totalmente
contrário ao que aprendemos com a codificação. Panteísmo é a visão de que
a Natureza e Deus são um, que o mundo é divino.
O
Panteísmo é considerado ateísta por aqueles que defendem uma fonte
separada e transcendente do mundo. Muitos teólogos e filósofos cristãos
consideram o Hinduismo e o Budismo, tal como a filosofia de Spinoza, como
ateístas. Cautela com as palavras "ateísta" ou "ateu", pois o ateísmo
representa a ausência de crença na existência de Deus/divindades, não
necessariamente a negação da existência de Deus.
Vejamos o
complemento de kardec:
Esta doutrina (Panteísmo) faz de Deus um ser material que, embora dotado
de inteligência suprema, seria em ponto grande aquilo que somos em ponto
pequeno. Ora, a matéria se transformando sem cessar, Deus, nesse caso, não
teria nenhuma estabilidade e estaria sujeito a todas as vicissitudes e
mesmo a todas as necessidades da humanidade; faltar-lhe-ia um dos
atributos essenciais da Divindade: a imutabilidade.
Semana passada usamos como exemplo que se Deus fosse similar à nós,
poderia estar sujeito à TPM e acordar de mau-humor, perseguindo assim,
seus filhos que estivessem em erro. É claro que os homens adoraram, mas
hoje virei em socorro ás mulheres...Imaginando que Deus seria nossa versão
aumentada, como quer crer o Panteísmo, imaginem Deus sendo homem e
beirando os quarenta....que estrago não seria!!.....pronto meninas,
sintam-se vingadas....mas, voltemos a falar sério....Kardec complementa:
As propriedades da matéria não podem ligar-se à idéia de Deus, sem que o
rebaixemos em nosso pensamento, e todas as sutilezas do sofisma não
conseguirão resolver o problema de sua natureza íntima. Não sabemos tudo o
que ele é, mas sabemos aquilo que não pode ser, e este sistema está em
contradição com as suas propriedades mais essenciais, pois confunde o
criador com a criatura, precisamente como se quiséssemos que uma máquina
engenhosa fosse parte do mecânico que a concebeu.
Neste ponto, só nos resta relembrar o exemplo do relógio. Sua perfeição e
exatidão não fazem significar que ele seja inteligente. O mesmo em se
tratando de Deus. Ele está presente em tudo, como Criador, mas não
significa que tudo seja Deus. E se formos pelo descarte do que sabemos que
Deus não pode ser, veremos como será mais simples compreendermos, ainda
que superficialmente, um pouco de sua natureza.
Finaliza Kardec: A inteligência de Deus se revela nas suas obras, como a
de um pintor no seu quadro; mas as obras de Deus não são o próprio Deus,
como o quadro não é o pintor que o concebeu e executou.
Parece-nos um pouco repetitiva esta parte, companheiros, mas se vocês
prestarem atenção, verão que talvez, na próxima semana, ainda tenham
dúvidas ou não saibam explicar exatamente a diferença entre a idéia de que
Deus está em tudo que existe, mas não é tudo.
Nada nos impedirá de, a qualquer momento, voltarmos nesta questão. Se não
ficou clara para alguém, vamos exercitar o raciocínio e pensar,
questionar. Aqui estamos para isso. E para quem quiser conhecer um pouco
mais do panteísmo segundo seus defensores, trouxe-lhes um endereço:
http://www.panhuasca.org.br/portugues/principal.htm
.
Aliás, fato interessante que pude observar no decorrer destes estudos, é
que se nós temos dificuldades com os espiritualistas e místicos que se
afirmam espíritas querendo trazer para a Doutrina uma pitada de suas
crenças, dentro dos panteístas, dos agnósticos, dos hinduístas e tantas
outras crenças ou filosofias, também existem as subdivisões e as
diferenças.
Ou seja, a unicidade ainda não chegou para nenhuma!! Bom, no capítulo II,
do Livro Primeiro, temos o subtítulo ELEMENTOS GERAIS DO UNIVERSO – item I
– CONHECIMENTO DO PRINCÍPIO DAS COISAS.
17. Pode o homem conhecer o princípio das coisas?
Resp.: - Não. Deus não permite que tudo seja revelado ao homem, aqui na
terra.
É aquele ponto em que vimos na questão 10. Falta-nos um sentido. Falta-nos
depuração para termos o direito ou merecimento para conhecermos tudo.
Saber o princípio das coisas, ter domínio sobre o tempo e ter todas as
percepções são coisas de espíritos muito evoluídos.
18. O
homem penetrará um dia o mistério das coisas que lhe são ocultas?
Resp.: O véu se ergue na medida em que ele se depura; mas, para a
compreensão de certas coisas, necessita de faculdades que ainda não
possui.
19. O
homem não poderá, pelas investigações da Ciência penetrar alguns dos
segredos da Natureza?
Resp.: A Ciência lhe foi dada para seu adiantamento em todos os sentidos,
mas ele não pode ultrapassar os limites fixados por Deus.
Quanto
mais é permitido ao homem penetrar nesses mistérios, maior deve ser a sua
admiração pelo poder e a sabedoria do Criador. Mas, se já por orgulho,
seja por fraqueza, sua própria inteligência o torna frequentemente joguete
da ilusão. Ele acumula sistemas sobre sistemas, e cada dia que passa
mostra quantos erros tomou por verdades e quantas verdades repeliu como
erros. São outras tantas decepções para o seu orgulho.
20. Pode o homem receber, fora das investigações da Ciência, comunicações
de uma ordem mais elevada sobre aquilo que escapa ao testemunho dos
sentidos?
Resp.: Sim, se Deus o julgar útil, pode revelar-lhe aquilo que a Ciência
não consegue apreender. É através dessas comunicações que o homem recebe,
dentro de certos limites, o conhecimento do seu passado e do seu destino
futuro.
Exposição: Fiorell@! |