|
XII- Identificação dos
Espíritos
Encontro
passado, falamos dos Grandes e Pequenos e da naturalidade das leis que nos
mostram que os grandes serão humilhados e os pequenos exaltados.
Por que falo em naturalidade? Por que falo em leis? As leis regem o
universo e, como bem sabemos, são muito diferentes das leis terrenas.
Muito passamos a compreender destas leis, através da Codificação Espírita,
ou a revelação espírita.
A autoridade da revelação espírita vem do fato de que os espíritos se
limitam a pôr o homem no caminho das deduções que ele mesmo pode tirar
observando os fatos.
Assim tanto espíritos elevados como também os menos adiantados colaboram
no trabalho de deduzir as leis que regem os fatos.
Usando a lógica e o bom-senso pode o estudioso beneficiar-se de todos os
gêneros de manifestações, tendo em conta que os espíritos superiores se
abstêm de revelar tudo o que o homem, com trabalho próprio, possa
descobrir.
Permitiu Deus que assim fosse a fim de que uma multidão de espíritos
desencarnados se manifestassem em vários pontos do planeta e viessem
convencer os vivos das realidades espirituais, pois, difícil e demorada
seria a aceitação global se a revelação se fizesse por apenas um espírito,
encarnado ou não, mesmo que fosse um Moisés ou um Sócrates.
Deve-se levar em conta que, pelo fato de desencarnar, o espírito não passa
a categoria de sábio. Entretanto, livre das limitações da matéria, pode
ver as coisas de modo mais elevado, compreendendo seus erros, reformando
conceitos falsos ou inexatos.
De acordo com o desenvolvimento atingido, pode, portanto, melhor
aconselhar o encarnado. Com relação ao futuro da alma após a morte, tanto
os espíritos elevados como os de menos luzes podem auxiliar na elucidação,
tendo em vista relatarem suas próprias experiências.
Adentrando ao tópico XII da identificação dos espíritos, temos algo que
nos é familiar, muito embora nem sempre nos lembremos. Vejamos as palavras
de kardec:
Um fato demonstrado pela observação e confirmado pelos próprios Espíritos
é que os Espíritos Inferiores apresentam-se muitas vezes com nomes
conhecidos e respeitados
Pegar carona na fama alheia. Mas, bem sabemos que, cedo ou tarde as
máscaras caem. Mas vamos às dúvidas interessantíssimas que surgem nesta
situação:
Quem pode, portanto, assegurar que aqueles que dizem ter sido Sócrates,
Júlio César, Carlos magno, Fénelon, Napoleão, Washington, etc. Tenham
realmente animado esses personagens?
Essa dúvida existe entre alguns adeptos bastante fervorosos da Doutrina
Espírita. Admitem a intervenção e a manifestação dos Espíritos, mas
perguntam que controle podemos ter da sua identidade.
Esse controle é de fato bastante difícil de realizar, mas não se pode ser
feito de maneira tão autêntica como por uma certidão de registro civil,
pode sê-lo por presunção, através de certos indícios.
Quando se manifesta o Espírito de alguém que pessoalmente conhecemos, de
um parente ou de um amigo, sobretudo se morreu há pouco tempo, acontece
geralmente que sua linguagem corresponde com perfeição às características
que conhecíamos.
Isto já é um indício de identidade. Mas a dúvida já não será certamente
possível quando esse Espírito fala de coisas particulares, lembra casos
familiares que somente o interlocutor conhece.
Um filho não se enganará, por certo, com a linguagem de seu pai e de sua
mãe, nem os pais com a linguagem do filho. Passam-se algumas vezes, nessas
invocações íntimas, coisas impressionantes, capazes de convencer o mais
incrédulo. O cético endurecido é muitas vezes aterrado com as revelações
inesperadas que lhe são feitas.
Relativamente fácil não pessoal? No que diz respeito aos céticos,
lembro-me que uma das características das reuniões em que Chico
psicografava, era justamente esta.
Pessoas iam até ele no auge da dor e da descrença, mas iam impelidos por
uma força maior. Lá chegando, caiam em prantos ao receberem uma
psicografia que lhes falava de coisas tão particulares como só uma mãe ou
um pai ou um amigo muito próximos poderiam saber.
Um dos livros que li e que mostra isso com muita beleza, chama-se jovens
no Além. Óbvio que dentre as mais de 400 obras escritas por Chico, devem
ter muito mais obras com tamanha profundidade e beleza.
rsrsrs....se só o Chico tem 400 obras entre poemas, manuscritos, fatos
reais, fatos vindos da espiritualidade e outros, imaginem o quanto não
temos ainda por ler e compreender da Doutrina, não? Afora outros médiuns
psicógrafos de renomado valor e com obras de grande utilidade para a
Doutrina e seus adeptos estudiosos e sedentos da verdade que os
libertará!!
Dentre as facilidades para reconhecer a identidade correta do espírito
comunicante, está a caligrafia. Vejamos o que nos diz Kardec:
Dissemos que a caligrafia do médium muda geralmente com o Espírito
evocado, reproduzindo-se exatamente a mesma, de cada vez que o mesmo
Espírito se manifesta.
Constatou-se inúmeras vezes que, para pessoas mortas recentemente, a
escrita revela semelhança flagrante com a que tinha em vida; têm-se visto
assinaturas perfeitamente idênticas.
Estamos longe, entretanto, de citarmos esse fato como uma regra, sobretudo
como constante; mencionamo-lo como coisa digna de registro.Aliás,
digníssima, não pessoal?
Já atentaram para o detalhe do que kardec nos diz e do que vemos em
médiuns com grande concentração psicográfica, como era o Chico? Em citando
o exemplo de Kardec, podemos observar que mudavam os Espíritos
comunicantes, mas a mesma letra de determinado espírito era repetida, ou
seja, era seu padrão e sua marca pessoal.
Essa letra é do Espírito Fulano...Agora, vai o médium lembrar disso e
reproduzir todos os detalhes característicos da letra de vários espíritos
e, quem sabe, numa mesma noite, não?
E, mais, tanto é um fato importante a ser ressaltado, que foi motivo de
estudo por parte de Kardec e tomou-lhe muita dedicação. Desde os aparelhos
utilizados como instrumentos psicográficos e constantes do capítulo 13,
classificando-as como Psicografia Indireta ou Psicografia Direta ou
Manual.
Observação; a tônica que sempre acompanhou Kardec,com isto, foi-lhe
possível identificar características peculiares deste fenômeno, tais como
a mudança de caligrafia, as respostas fora do campo de conhecimento dos
médiuns, os pensamentos que revelam uma inteligência superior, as páginas
escritas em idiomas desconhecidos pelos intermediários e as respostas a
perguntas mentais, dirigidas ao espírito comunicante sem o acesso do
médium pelos cinco sentidos.
Uffa... eis a vedete de Kardec pois “possui a vantagem de acusar, mais
materialmente, a intervenção de uma potência oculta, e de deixar traços
que se podem conservar, como nós o fazemos em nossa própria
correspondência." ("O Livro dos Médiuns", Cap. XIII, Item 152).
Quanto ao processo de realização do fenômeno, Kardec distinguiu dois tipos
extremos: a mediunidade mecânica e a intuitiva.
O psicógrafo mecânico é identificado pelo movimento involuntário da mão e
a ausência de consciência do conteúdo da mensagem. Exemplo interessante
que nos chegou, foi de um companheiro que, através da psicografia
mecânica, psicografou alguns ‘rabiscos’ e o dirigente crendo ser o idioma
Cândi, falado no Japão e na China, levou até a Faculdade de Letras da USP
e apresentou a um professor de Chinês que lhe disse que aquilo não era
Candi, mas um tipo de escrita chinesa muito arcaica, usada muito
anteriormente ao Cândi.
A psicografia intuitiva é o seu inverso, isto é, o espírito que transmite
suas idéias ao médium que as registra voluntariamente. O tipo mais comum,
segundo Kardec, é o tipo intermediário, onde ao mesmo tempo o médium sente
seu braço em movimento e lhe advém os pensamentos que estão sendo
grafados. Este tipo é chamado de psicografia semimecânica.
Olhem que interessante. Ainda dentro da psicografia intuitiva, temos uma
variedade que o codificador denominou médiuns inspirados. Aqui a
participação dos espíritos é tão sutil que o inspirado tem dificuldade de
distinguir o que é pensamento deles e o que é produto da sua própria
mente.
Nesta variedade encontrar-se-iam muitos artistas e "homens de gênio" que
seriam médiuns sem o saber, dada a dificuldade de identificar a
participação dos espíritos desencarnados em seu trabalho.
E, finalizando, Kardec ainda apresenta outras tipologias de médiuns
psicógrafos: os polígrafos, que têm sua letra alterada na comunicação,
podendo apresentar a caligrafia que o comunicante possuía em vida
(situação rara, segundo o codificador); os poliglotas, que possuem a
faculdade de escrever em línguas desconhecidas por eles (exemplo que
citamos acima)e os iletrados, que escrevem a despeito de serem
analfabetos.(KARDEC, 1978. p. 226)
Ernesto
Bozzano, possui um estudo meticuloso acerca da Xenoglossia [do grego xénon=
estranho, estrangeiro + glôssa= língua + -ia] - Faculdade de falar ou
escrever línguas estranhas ao próprio médium. Muito rara.
Dentre estes
estudos de Bozzano, destaco-lhes um de 1930 o de Van Reuter e sua mãe
dialogam com um padre que os responde em Russo, idioma que absolutamente
desconheciam. A grafia das palavras se dá nos caracteres da língua mãe
(inglês), imitando a sonoridade do russo.
Embora eles conhecessem o inglês, o alemão, o francês, o espanhol, o
italiano e um pouco de sueco e latim, obtiveram mensagens em húngaro,
norueguês, polonês, holandês, lituano, irlandês, persa, árabe e turco,
além do russo já citado. (1926)
Estes estudos de Bozzano, trouxeram respostas e comparativos muito
interessantes acerca da procedência e do fundo que pode existir em se
tratando de psicografia. Para quem não sabe, Ernesto era um grande
metapsiquista.
Aliás, gente, é tão estimulante observar todos estes ângulos, que me
perco, me perdoem se lhes trago tantas coisas, mas vejam que interessante:
-A
metapsíquica é uma ciência como as outras que tem por objetivo o estudo
dos fenômenos psíquicos e psicológicos devidos às forças inteligentes
pertencentes a outro plano de vida que não o nosso, ou às faculdades do
espírito que permanecem desconhecidas.
Como tal, seu
método é todo objetivo. Esta ciência não pode ser abordada apenas porque
assim se quer. Ela demanda conhecimentos extensos e precisos, sobretudo em
física, radioeletricidade, medicina, psiquiatria, psicologia, etc.
O que
quer dizer que ninguém se torna metapsiquista sem ter estudos
preliminares, e pudemos ver que se trata de estudos muito complexos.
Se o
Espiritismo se confundisse realmente com a metapsíquica, se fosse
verdadeiramente uma ciência como as outras, convenhamos, os espíritas
seriam muito raros.
Entendem
companheiros, quando alertamos para as novidades que desejam imporem como
sendo realidades espíritas e que devam constar da Codificação? Percebem
como existe um procedimento, um cunho sério e importante sendo abordado e
abrangido por detrás de conceitos tidos como espíritas?
Nossa
Doutrina não é uma crença qualquer!! Lembrem-se, a Doutrina Espírita nos
chega como o Consolador prometido por Jesus!! Embora seja uma Doutrina em
tríade, ou seja ciência-filosofia-religião e o próprio Kardec se nos
asseverou de que ele e a espiritualidade não haviam nos trazido tudo, isso
não significa que podemos acoplar á ela tudo o que é descoberto e tido
como benéfico à humanidade.
Relembrando, apenas como
referencial e por ser de grande importância no contexto da identificação
através da psicografia, temos no capítulo 13 do Livro dos Médiuns as
explicações mais detalhadas e aprofundadas.
Em suma, temos os médiuns mecânicos e os intuitivos. Existe comumente
um intermediário entre ambos e nem tão fácil de ser identificado, seria o
médium semimecânico, aonde seu braço se movimenta e os pensamentos se lhes
vêem à mente.
A intuitiva, portanto, é aquela em que pode haver a interferência do
médium, pois passa primeiramente pela sua mente. Já na mecânica, não há
como o médium intervir, pois o processo se dá todo de forma sem controle
do médium. Seu braço e sua mão movem-se espontaneamente.
Ainda, dentro da intuitiva, temos os chamados médiuns inspirados. A
sutileza deste processo, em muitos casos, torna praticamente impossível
identificarmos o que é pensamento dos espíritos ou produto de nossa
própria mente.
Complementando os médiuns psicógrafos temos os polígrafos, que têm sua
letra alterada na comunicação, podendo apresentar a caligrafia que o
comunicante possuía em vida (situação rara, segundo o codificador); os
poliglotas, que possuem a faculdade de escrever em línguas desconhecidas
por eles (exemplo que citamos acima)e os iletrados, que escrevem a
despeito de serem analfabetos.
Enfim, psicografia como forma de identificação dos espíritos
comunicantes, alguma dúvida? Perceberam como é fácil para alguém vir e nos
contestar acerca das coisas, afirmar que isso e aquilo são invencionices
ou obra do diabo, mas desconhecem a profundidade dos estudos, a seriedade
e o grande legado que isso tudo representa?
Perceberam como existe muito mais do que a nossa singela idéia pode
conceber, por detrás da mediunidade e da avalanche de livros romanceados
que temos no mercado editorial? Acaso temos em mãos todas as informações
técnicas, pesquisadas e observadas por pessoas que nos antecederam?
Que fazemos com estudos tão sérios e profundos tais quais estes dois
exemplos que lhes trouxe agora? Simplesmente deixamos de lado ou aceitamos
como fato consumado, diante das novidades que a vida nos brinda?
Vemos isso na educação de nosso filhos, não é mesmo? Escolas buscando
o novo, formas de interação e envolvimento entre as ciências do saber e
aprender com as tecnologias do dia-a-dia e vemos que, hoje em dia,
crianças sabem rapidamente utilizar uma calculadora, mas não sabem montar
estas contas na mente.
Avancemos sim na tecnologia, busquemos sim as inovações, mas não nos
esqueçamos do básico. E o básico, pessoal, em se tratando de Doutrina
Espírita é a Reforma íntima. Me calo por aqui....adoraria continuar, mas
vou ficar quieta. Sei que muitos sabem do que estou falando e, em respeito
a vocês, vou ficar quieta e deixar que vosso livre-arbítrio, vosso
bom-senso e vossa razão vos guiem.
Bom, adentrando ao item seguinte, Kardec nos trás:
Os Espíritos que atingiram certo grau de depuração são os únicos
libertos de toda influência corporal; mas quando estão completamente
desmaterializados (esta é a expressão de que se servem) conservam a maior
parte das idéias, dos pensamentos e até mesmo das manias que tinham na
Terra e este á ainda um meio pelo qual podemos reconhecê-los.
Mas chegamos ao reconhecimento, sobretudo, através de uma multidão de
detalhes que somente uma observação atenta e contínua pode revelar.Olhem que legal essa parte:
Vêem-se escritores discutirem suas próprias obras ou suas doutrinas,
aprovando-lhes ou condenando-lhes certas partes; outros Espíritos
lembrarem circunstâncias ignoradas ou pouco conhecidas de suas vidas ou
suas mortes; todas as coisas, enfim, que são pelo menos provas morais de
identidade, as únicas que se podem invocar tratando-se de coisas abstratas.
Coisas abstratas ou devaneios, ou ainda coisas vagas, realmente, não
são materiais e nem palpáveis. Como então, só nos resta a moralidade para
termos como referencial.
Mas interessante se faz notar nessa referência de kardec é que, mesmo
Espíritos tidos como detentores de absoluta verdade, ao desencarnarem e
terem a oportunidade de se manifestarem através de um médium, nos falam
dos pontos falhos e dos pontos fortes em suas obras ou em seus escritos.
Já imaginaram como deve ter sido enriquecedor e proveitoso, travar
estes diálogos com os grandes Mestres do passado, que retornam comentando
a si mesmos em encarnações precedentes e questionando a veracidade da
linha de raciocínio ou fé que lhes guiava?
Imaginem, nós outros, com todo nosso histórico de vida, quando se nos
deparamos com a morte e podemos rever nossos pensamentos e nossos atos,
sem o véu da matéria sem as pressões que a vida terrestre nos impõe?
E quão pesados nos são os fardos de reconhecimentos de nossos erros em
palavras que dissemos a amigos, em gestos que tivemos para com o próximo?
Imaginem como é a grandeza Divina a nos facultar essa possibilidade, após
o desencarne e quando já estamos despojados de tantos véus e de tantos
entraves a nos guiar e rodear?
Enfim, kardec nos brinda com mais este conhecimento:
Se, pois, a identidade do Espírito evocado pode ser, até certo ponto,
estabelecida em alguns casos, não há razão para que ela não possa ser em
outros. E se, para as pessoas de morte mais remota não temos os mesmos
meios de controle, dispomos sempre daqueles que se referem à linguagem e
ao caráter. Porque seguramente, o Espírito de um homem de bem nunca falará
como o de um perverso ou imoral.
Se em determinados casos, não podemos ter os mesmos meios de controle.
Como é o caso da identificação que fazemos de filhos ou parentes próximos
em relação a parentes que viveram em épocas mais distantes. No entanto,
temos sempre a índole a moralidade como fatores a serem analisados de
forma concreta.
Como já vimos em estudos anteriores, desta mesma introdução ao Estudo
da Doutrina Espírita, por Allan kardec, reconhece-se a árvore pelo fruto e
isso temos como base e como normas em nosso dia-a-dia.
E também já falamos que os Espíritos que se revestem de um nome famoso
ou de uma conduta que não a sua própria, em breve deixará cair a máscara
da mentira. Vejam as palavras de Kardec a esse respeito:
Quanto aos Espíritos que se servem de nomes respeitáveis, logo se
traem por sua linguagem e suas máximas. Aquele que se dissesse Fénelon,
por exemplo, e ainda que acidentalmente ferisse o bom senso e a moral,
mostraria nisso mesmo o seu embuste.
Se ao contrário, os pensamentos que exprime são sempre puros, sem
contradições, constantemente á altura do caráter de Fénelon, não haveria
motivos para duvidar-se de sua identidade. Do contrário, teríamos de supor
que um Espírito que só prega o bem pode conscientemente empregar a mentira,
sem nenhuma utilidade.
Duas coisinhas! Quem era Fénelon para ser citado tão respeitosamente
por Kardec?
Em sua biografia, pude encontrar ter sido um Arcebispo na França pelos
idos de 1687. Figura conceituada e bem posta à sua época, jovem foi
galgando os degraus necessários ao seu aprimoramento. Fénelon é seu
pseudônimo literário e podemos conhecer um pouco mais de sua vida através
desta bibografia no link
Fénelon figura na Codificação, em vários momentos, podendo ser citados:
O livro dos espíritos, onde assina Prolegômenos, junto a uma plêiade de
luminares espirituais. Igualmente a resposta à questão de nº 917 é de sua
especial responsabilidade.
Em O evangelho segundo o espiritismo apresenta-se em vários momentos,
discursando acerca da terceira revelação e da revolução moral do homem
(cap. I, 10); o homem de bem e os tormentos voluntários (cap. V, 22,23; a
lei de amor (cap. XI, 9); o ódio (cap. XII, 10) e emprego da riqueza (cap.
XVI, 13).
Em O livro dos médiuns figura no capítulo das Dissertações Espíritas
(cap. XXXI, 2ª parte, itens XXI e XXII) desenvolvendo aspectos acerca de
reuniões espíritas e a multiplicidade dos grupos espíritas.
Importante assinalar que os destaques assinalados são os que o
espírito assina seu nome, devendo se considerar que deve, como os demais
responsáveis espirituais pela Codificação ter estado presente em muitos
outros momentos, dando seu especial contributo, eis que foi convidado pelo
Espírito de Verdade a compor sua equipe, em tão grandioso empreendimento.Uffa....tudo tem sua razão de ser, não?
A segunda coisinha é a de que
viram como não adianta termos posturas diferentes e moldáveis aos
ambientes em que convivemos? Se somos moralmente talhados e desejamos
nosso aprimoramento nessa área, não nos adianta freqüentar uma Casa
Espírita e lá sermos o modelo do bom Cristão, para assim que sairmos á rua,
acendermos nosso cigarrinho ou ao adentrarmos ao nosso lar sermos os
carrascos ou os companheiros infiéis, os pais intolerantes ou os filhos
rebeldes (me perdoem os fumantes mas é um exemplo muito visto e trata-se
de um vício prejudicial não só ao médium que trabalha em uma casa, mas
também de trabalho dobrado à espiritualidade quando da limpeza e
harmonização que necessitam fazer no chamado ‘aparelho mediúnico’ antes
dos passes e trabalhos em que envolvam troca de energias).
A moralidade é muito mais abrangente do que belas palavras ou posturas
que adotamos em tal ou qual ambiente. Distantes estamos na perfeição e na
unicidade entre nosso saber, nosso crer e nosso agir, mas não nos custa
lembrarmos disso. Somos únicos,encarnados ou não.
A cada instante temos as oportunidades de elevarmos nossa moralidade e
nossas formas de sermos e agirmos. Cabe-nos estarmos atentos a estas
oportunidades. Nós, que conhecemos a imortalidade da alma, temos esse
compromisso de forma ainda mais latente!!
Olhem que confortador esse detalhe que Kardec nos cita:
A experiência nos cita que os Espíritos do mesmo grau, do mesmo
caráter e animados dos mesmos sentimentos, reúnem-se em grupos e em
famílias. Ora, o número dos Espíritos é incalculável e estamos longe de
conhecê-los a todos; a maioria deles não tem nomes para nós.
Um Espírito na categoria de Fénelon pode, portanto, vir em seu lugar,
às vezes com o seu nome, porque é idêntico a ele e pode substituí-lo e
porque necessitamos de um nome para fixar as nossas idéias. Mas que
importa, na verdade, que um Espírito seja realmente o de Fénelon?
Desde que só diga coisas boas e não fale senão como faria o próprio
Fénelon, é um bom Espírito; o nome sob o qual se apresenta é indiferente e
nada mais é, freqüentemente, do que um meio para a fixação de nossas
idéias.
Esse detalhe é muito importante que seja lembrado, amigos. Muitos de
nós já nos deparamos com debates e sondagens acerca de quem é o Espírito
da Verdade que assina muitos trechos nas obras da Codificação ou, como já
citado anteriormente, Espírito que estava incumbido de trazer as obras da
codificação e que tinha uma equipe de nobres Espíritos a acompanhá-lo.
A ênfase que Kardec deu sobre o Espírito vir em seu lugar por ser da
mesma hierarquia espiritual, me faz lembrar uma dúvida que um dia ouvi (e
acho que até eu já tive essa mesma dúvida...rsrsrs).
Como pode, em dia de aniversário de por exemplo, Eurípedes Barsanulfo,
ele estar em várias Casas Espíritas pelas quais é mentor e ao mesmo tempo?
Eis aí a explicação. Gostariam de comentar algo?
Kardec salienta ainda:
Não se verifica o mesmo nas evocações íntimas; pois nestas, como já
dissemos, a identidade pode ser estabelecida por meio de provas que são,
de alguma forma, evidentes.
Por fim, é certo que a substituição dos Espíritos pode ocasionar uma
porção de enganos, resultar em erros e muitas vezes, em mistificações.
Esta é uma das dificuldades do Espiritismo prático. Mas jamais dissemos
que esta Ciência seja fácil nem que se possa aprendê-la brincando, como
também não se dá com qualquer outra Ciência.
Exposição: Fiorell@!
|
| |

|
|