Livro dos Espíritos - Allan Kardec - 1857

Sob a Ótica Espírita: encontros aos sábados e às terças-feiras às 22horas (horário de Brasília)  na sala do PALTALK.
 

Início

Estudos

Textos

 Oratório

Paltalk

Quem Somos

Links

RSS?

Informativo

Que este recado te encontre em paz e harmonia.

Gostaríamos de comunicar que a partir de 06-07-08 todas as atualizações deste site poderão ser encontradas em nosso endereço:

http://sobaoticaespirita.com

Local aonde se encontra disponível, na íntegra, nossa campanha

DOAR DE SI; UM GESTO DE CARIDADE.

Ficaremos felizes com tua visita.

Seja a paz do Mestre com todos.

Grupo de Estudos

06-07-08

 

X- A LINGUAGEM DOS ESPÍRITOS E O PODER DIABÓLICO

Lembrando que, no item anterior, vimos que monopolizadores do bom senso, são todas aquelas criaturas que somente elas possuem o bom-senso, somente elas possuem a verdade e a razão. Criaturas que, muito embora possam dar de cara com Jesus, ainda assim afirmarão tratar-se de uma ilusão ou de falsidade ideológica. Criaturas que contestam e colocam defeito em tudo que se lhes apresente, mas nunca de forma lógica ou coerente.

Algo há de se selecionar dessas objeções. Uma dessas coisas é o que começamos a observar na semana passada, quando falamos de pessoas sérias que buscam de forma coerente e raciocinada, atestar a veracidade dos fatos.

Vejamos o que Kardec nos enumera:

Uma dessas observações refere-se à linguagem de certos Espíritos, que não parece digna da elevação atribuída aos seres sobrenaturais. Se quisermos reportar-nos ao resumo da doutrina, atrás apresentado, veremos que os próprios Espíritos ensinam que não são iguais em conhecimentos, nem em qualidades morais, e que não se deve tomar ao pé da letra tudo o que dizem. Cabe às pessoas sensatas separar o bom do mau.

Oras. Vejam que interessante. Kardec nos conclama à sensatez!! E o que seria ser sensato? Nada mais do que sermos ajuizados, usarmos do bom senso!!

O que Kardec nos chama à razão é o fato de que nem todos os espíritos que se comunicam, fazem uso de uma linguagem decente. Daí já podemos observar algumas incoerências naquilo que dizem ser e no que são. E este ponto devemos referendar como sendo um argumento coerente por parte dos opositores.

Nossa. Não tem como não observar que em nosso dia-a-dia existe muito disso!!E, como sempre lembramos, ao desencarnar o espírito não adquire santidade!! Assim como, companheiros, devemos sempre nos lembrar de que, não é porque a pessoa professa a Doutrina Espírita, ou outra religião que seja, que ela esteja 'curada' de todas as mazelas e chagas da humanidade.

Devemos sim, admirar suas qualidades, admirar seus pontos positivos, mas com pé no chão!!

Durante nossa vida, passamos por diversas fases e, uma delas é a do deslumbramento. Seja em relação às coisas ou às pessoas. Nos deixamos levar pela aparência, pela fantasia que criamos, pela expectativa que projetamos e pelo nosso, porque não, romantismo.

Vemos nas outras pessoas qualidades que nem sempre existem e esperamos que elas sejam aquilo que projetamos. Lembrando aos companheiros que projetar significa depositar em outra pessoa a imagem que achamos que lhe cabe. Podemos tanto projetar coisas boas como ruins. Claro que pessoas com o coração generoso, tem por hábito projetar coisas boas. Aliás, eis aí outro ponto interessante. Projetamos nos outros muito do que habita em nós!

Já pararam para observar isso? Querem comentar algo?

Bom, por outro lado, a moeda tem duas faces. Vamos ao que kardec nos apresenta:

Seguramente os que deduzem, desse fato, que tratamos com seres malfazejos a cuja única intenção é a de nos mistificarem, não conhecem as comunicações dadas nas reuniões em que se manifestam Espíritos Superiores, pois de outra maneira não pensariam assim. É pena que o acaso tenha servido tão mal a essas pessoas, não lhes mostrando senão o lado mau do mundo espírita, pois não queremos supor que uma tendência simpática atraia para elas os maus Espíritos em lugar dos bons, os Espíritos mentirosos ou esses cuja linguagem é de revoltante grosseria.

Dois pontos a observarmos. Um é o de que as pessoas são um tanto tendenciosas e, por este mesmo motivo, temos enfatizado em nossos estudos, a importância de conhecermos os vários ângulos possíveis e existentes sobre a mesma coisa.

Dentro desta tendenciosidade, acabamos criando opinião ou julgando os fatos e as ocasiões, sem observarmos o todo. No que diz respeito à Doutrina Espírita, seria imaturo observamos, por exemplo, apenas o lado religioso ou o filosófico ou o científico. A Doutrina é uma tríade e como tal deve ser analisada.

E, fato muito importante e corriqueiro em nossos dias é de as pessoas associarem a Doutrina às pessoas. Mais uma vez, vemos aí a tal da projeção. Achamos que fulano ou cicrano são a Doutrina Espírita e transferimos para as suas costas, toda a responsabilidade do título e da opção de vida que a criatura fez. Começamos a imaginar que a criatura é perfeita, é completa, isso e aquilo. De repente, puft. os sonhos se desfazem.

Interessante, né? Nem me perguntem o por quê de eu estar falando pela segunda vez e em tão pouco tempo, sobre a mesma coisa...rsrs aliás, me lembrei de um fato interessante e que deve ser corriqueiro.

Minha orientadora de estudos, uma vez, contou-nos de um dirigente espírita.

Cidadão conceituado, muito admirado, respeitado e, com muita ansiedade, ouvido em suas opiniões dentro da casa espírita. De repente, parece que passou uma nuvem negra na vida dele (por que será?) e ele traiu a mulher, separaou-se e perdeu toda a credibilidade que tinha na casa. Afora a quantidade de adeptos da Doutrina que a abandonaram, crendo-a pura demagogia.

Enfim, claro que podemos observar aí que existia uma fragilidade muito grande na opinião destas pessoas. Fragilidade no tocante ao o que seja, realmente, a Doutrina Espírita. E fragilidade no que diz respeito ás deficiências e acertos que cada um de nós ainda precisa fazer em si mesmo, estando ou não dentro de uma casa Espírita.

A segunda coisa, paira sobre o fato da frase de Kardec que nos diz (...) é pena que o acaso tenha servido tão mal a essas pessoas, não lhes mostrando senão o lado mau do mundo espírita (...) .Vejam que interessante. Kardec fala aqui da sintonia. Estas pessoas, viram e enxergaram apenas aquilo que hes estava no íntimo, ou seja, apenas o lado ruim, mistificador e falso da situação. Como que atraídas por sua sintonia interior, lá estavam elas se deparando apenas com este lado das coisas.

E, mais adiante arremata de uma forma amorosa e fraterna:

Poderíamos concluir, quando muito, que a solidez dos seus princípios não seja bastante forte para preservá-las do mal, e que, encontrando um certo prazer em lhes satisfazer a curiosidade, os maus Espíritos, por seu lado, aproveitam-se disso para se introduzirem entre elas, enquanto os bons se afastam.

Viram que interessante? Podemos, quando usamos a ótica do amor e da fraternidade, observarmos as coisas por ângulos diversos. E, um destes ângulos, foi notado por Kardec.

Não existia, pura e simplesmente a maldade circulando os que estavam colocando em demérito as questões apresentadas pela Codificação. Existe também, o ambiente psíquico e as influências que a pessoa traz consigo. Não justificam, mas mostram-nos, mais uma vez, que devemos zelar pela nossa sintonia, pelas nossas companhias espirituais e pelas nossas posições perante a vida.

Como dissemos no estudo anterior: não podemos esperar comunicações sérias em ambientes frívolos. E que me faz lembrar daquela historieta que ouvimos ou lemos nos pps da vida.

Era a de um ancião que ficava sentado à porta da cidade. Quando então, se aproxima um carro com a mudança arrumada em seu bagageiro e o cidadão pergunta ao ancião: Senhor, como é o povo desta cidade? ao que é inquirido em seguida: meu jovem, como era o povo da cidade de onde viestes? E o rapaz, com sua família, tralhas, cachorro, papagaio e gato no carro, começa a dizer que lá aonde ele morava, o povo era falso, mesquinho, barulhento, avarento, sem consideração, etc.,etc.,etc....Ficou um bom tempo falando mal das pessoas do local aonde habitava. Até que o ancião lhe disse: meu jovem, pois aqui nesta cidade encontrarás o mesmo de onde viestes. O rapaz não pensou duas vezes, deu ré e foi procurar outra cidade para morar.

Dali a pouco, encosta outro carro e os ocupantes fazem ao ancião a mesma pergunta: como é o povo desta cidade?O ancião volta a pergunta e quer saber: como era o povo da cidade de onde eles vieram?

Ao que o rapaz com olhos marejados, começa a enumerar todas as belezas, todas coisas boas, toda a harmonia, a fraternidade, o respeito e os demais sentimentos nobres que existiam nos moradores da cidade de onde ele viera. Termina sua narrativa saudoso e emocionado. Nisso o ancião lhe responde: meu jovem, pois aqui nesta cidade encontrarás o mesmo de onde viestes. Então o rapaz feliz, adentra á cidade com o coração repleto de alegria.

Um homem, sentado próximo estranha esta postura do ancião e lhe pergunta: Mas meu velho, para os dois rapazes você respondeu a mesma coisa, muito embora eles tenham vindo de lugares diferentes. Por que? E como toda estória tem que ter um quê melodramático, o ancião sorri com sua boca em que faltam alguns dentes e diz: " a verdade é simples, meu amigo: cada um encontra aquilo que leva consigo em sua alma e em seu coração."

E Kardec ainda ressalta:

Julgar a questão dos Espíritos por esses fatos seria tão pouco lógico como julgar o caráter de um povo pelo que se diz e se faz numa reunião de alguns estabanados, ou gente de má fama, a que não comparecem os sábios e nem as pessoas sensatas. Os que assim julgam estão na situação de um estrangeiro que, chegando a uma grande capital pelo seu pior arrabalde, julgasse toda a população da cidade pelos costumes e a linguagem desse bairro mesquinho.

Vejam que interessante, né? Inclusive temos essa passagem também no Evangelho Segundo o Espiritismo, CAPÍTULO II item 7. Como podemos concluir que esta ou aquela cidade é de uma determinada forma, apenas pela fração diminuta de seus habitantes e que observamos em pontos isolados? Observamos os habitantes de um hospital, de uma penitenciária e de uma escola infantil e achamos que já conhecemos a cidade em sua totalidade? Seria ingênuo e, mais uma vez, tendencioso. Precisamos conhecê-la em sua totalidade, para podermos emitir um pensamento/julgamento sério e ajuizado.

E temos sempre este detalhe a ser lembrado:

No mundo dos Espíritos há também desníveis sociais; se aquelas pessoas quisessem estudar as relações entre os Espíritos elevados ficariam convencidos de que a cidade celeste não contém apenas a escória popular. Mas perguntam elas, os Espíritos elevados chegam até nós? Responderemos, não permaneçais no subúrbio; vede, observai e julgai; os fatos aí estão para todos. A menos que a essas pessoas se apliquem estas palavras de Jesus: "Tem olhos e não vêem; tem ouvidos e nõ ouvem".

Muito simples e corriqueiro. Necessário se faz que sempre lembremos destas coisas que Kardec nos alerta. E mais, que não fiquemos colocando, como muitos de nós fazem, uma distância enorme entre a espiritualidade elevada e nós.

Tem gente que acha que Espíritos imbuídos de bom coração, de discernimento e de boa vontade, não podem nos acompanhar, pois somos ínfimos, 'pecadores' e não merecedores. Oras, gente!! Basta guardemos as devidas proporções e veremos que, a todo instante, podemos usufruir da companhia destes Espíritos!!

E quando digo que devemos guardar as devidas proporções, é porque nós temos uma concepção um pouco deturpada das figuras. A vida na espiritualidade, se assim podemos nos referir, é como a vida na carne. Todos tem suas tarefas, suas atribuições e, por questão de ordem e disciplina,sua hierarquia. Mas, em momento algum, nada impede que um Espírito de elevada hierarquia converse, aconselhe ou esteja junto a outros espíritos inda nem tão evoluídos!!

Vemos isso aos montes, quando o assunto é resgate, por exemplo, de entes amados que se encontram ainda no umbral e a criatura se encontra em planos mais elevados. Vemos isso, aos montes, nos exemplos de fraternidade em que todos ocupam os mesmos espaços e locais nas coônias espirituais.

Precisamos tirar de nossa mente essa falsa humildade em que não nos achamos dignos da presença de Espíritos elevados. Seria inclusive, um contra-senso, se assim o fosse!! Nós sim agimos com orgulho e prepotência. A partir do momento que galgamos determinados degraus em nossa escalada na sociedade, passamos a preterir e a deixar de lado os companheiros que ainda não galgaram estes mesmos degraus.

Em se tratando de elevação espiritual, claro, óbvio e evidente que a partir do momento em que o Espírito passou a adquirir uma maior consciência espiritual e evolutiva, juntamente com esta consciência virá a grande e única verdade: todos somos iguais perante ao Pai.

Por isso, companheiros, não nos esqueçamos das palavras de Jesus: Somente para aqueles que possuem olhos de ver e ouvidos de ouvir. O sol nasce, igualmente, para todos. Tudo bem que aqui no Brasil parece que ele prefere nascer no Nordeste...rsrsrs

E kardec ainda nos traz o Proteu de volta, vejam lá:

Uma variante desta opinião consiste em não ver nas comunicações espíritas e em todos os fatos materiais a que elas dão lugar senão a intervenção de um poder diabólico, novo Proteu que revestiria todas as formas para melhor nos iludir. Não a consideramos suscetível de um exame sério e por isso não nos deteremos no caso: ela já está refutada pelo que dissemos atrás. acrescentaremos apenas que, se assim fosse, teríamos de convir que o diabo é às vezes bem inteligente, bastante criterioso, e sobretudo muito moral, ou então que existem bons diabos. Aos poucos vamos conhecendo a veia humorística de Kardec...rsrsrs

Vamos detalhar essa passagem.

Por ela, Kardec referencia-se aos monopolizadores do bom senso, aonde diz que somos, nós que cremos na Doutrina Espírita, todos iludidos e levados por uma onda de mistificação. Ele, Kardec, já disse lá atrás que seria de se estranhar que, em tantas partes do mundo e com tamanha exatidão, os mistificadores se unissem e passassem a emitir mensagens se não totalmente similares, mas iguais em sua profundidade e que estas teriam alto teor filosófico, moral e científico.

Aqui o mesmo ocorre com as mensagens que são tidas todas, como manifestações do diabo. Aliás, eu particularmente, adoro quando kardec fala que não se deterá no caso. Puxa, quantas e quantas vezes dizemos a nossos companheiros de jornada evolutiva, a mesma coisa?

E quantos, de forma ingênua ou até mesmo infantil, não chegam até nós e , simplesmente, afirmam que tudo o que está na Doutrina Espírita é anti-crístico e proveniente do diabo? Agora, já podemos usar de uma sacada bem humorada e dizermos que o diabo, realmente, não deve ser tão feio como o pintam, afinal, evoluiu notoriamente em sua moralidade, em sua inteligência e em seu senso crítico.

Mas é claro que, quem não quer ver, ainda nos dirá assim: Espera e verás. Mas somos nós quem devemos dizer isso, gente!! Espera e observa, companheiro!! Se, realmente, todas estas comunicações de elevada moralidade, de valoroso conteúdo científico e de elucidante conteúdo filosófico que nos chegam, são obras de alguém se fazendo passar por bonzinho, no caso, o diabo, é só esperar e tudo ruirá, pois ninguém consegue sustentar infinitamente uma postura que não lhe pertence. Ninguém pode querer ser algo que, em seu interior, realmente não seja. Cedo ou tarde, o diabo vai dar o ar da graça e veremos algo a denunciá-lo. Seja o tal cheirinho de enxofre, sejam as palavras destoantes de sua postura.

Não podemos, pura e simplesmente, aceitarmos determinadas coisas como sendo verdades! Aliás, lembram que kardec disse que teríamos um novo Proteu, que revestiria todas as formas para melhor nos iludir? E quem ou o que é esse Proteu?

Kardec já se referiu a Proteu, quando falou em alma e na sua multiplicidade de significados.Alguém se lembra desta passagem que já estudamos?

Relembro-lhes esta passagem, aonde temos o significado de Proteu, pois se faz pertinente ao contexto de hoje, além de ser rica e ilustrativa em conhecimentos gerais. Proteu aparece na mitologia grega como filho dos titãs Tétis e Oceanus (que outrora reinava sobre o mar, porém perdeu seu posto para Poseidon (Netuno).

Tinha o dom da premonição e assim atraia o interesse de muitos que queriam saber as artimanhas do poderoso destino. Porém ele não gostava de contar os acontecimentos vindouros; então, quando algum humano se aproximava, ele fugia ou assumia aparências monstruosas e assustadoras. Porém, se o homem for corajoso o bastante para passar por isso, ele lhe contava a verdade. Um desses homens foi Menelau, rei de Esparta, que queria saber se seria possível voltar a ela após a guerra de Tróia.

E assim são as coisas à nossa volta. Elas podem ter muitas definições e aparências, mas se formos corajosos o suficiente para buscar a verdade, seremos brindados com portas e caminhos de ascensão e crescimento, renovação e paz.

E Kardec, apenas mostra-nos que, dizer que todas as comunicações espíritas são obras do diabo, é criar uma nova concepção que se amolda às conveniências de quem não quer enxergar. Transformamos Proteu em diabo e pronto, não precisamos encarar as coisas. nem estudar, nem compreender e nem aceitar.

Tiremos esse véu de medo, de insegurança e de incredulidade que nos tolda o coração e a mente! Estejamos envolvidos eplo sincero desejo de aprender, compreender e questionar. Sim!!Questionemos, pois kardec o fez com propriedade à espiritualidade e nós também podemos e devemos fazê-lo. Não precisamos aceitar nada que não nos pareça correto, mas para isso, busquemos conhecer!

 Como acreditar, de fato, que Deus não permita senão ao Espírito do mal manifestar-se para nos perder, sem nos dar por contrapeso os conselhos dos bons Espíritos? Se Ele não o pode, isto é uma impotência; se Ele o pode e não faz, isso é incompatível com a sua bondade; e uma e outra suposição seriam blasfêmias.

Sem comentários, companheiros. Lembrando sempre que Deus tudo vê, tudo acompanha e tudo sabe. A parte a seguir, me agrada muito. Vejamo-la:

Acentuemos que admitir a comunicação dos maus Espíritos é reconhecer o princípio das manifestações. Ora, desde que estas existem, será com a permissão de Deus. Como acreditar, sem cometer impiedade, que Ele só permita o mal, com exclusão do bem? Uma doutrina assim é contrária ao bom senso e às mais simples noções de religião.

Vemos isso muito freqüentemente. Não consultarás os mortos. E somos lá, taxados de afrontadores de Deus, pois consultamos os mortos. Prefiro olhar pelo ângulo da Bondade Divina. Fazemos a tal da consulta aos mortos sim!!! Mas vejam que aspecto iluminado!!!!! Falar com os mortos, para milhares de pessoas, significou o conforto de saber que um filho, um pai, um irmão ou alguém muito querido apenas o antecedeu em uma viagem!!

Prefiro olhar pelo ângulo que, apesar de nossas imperfeições e de nossos apegos, Deus ainda nos dá o acréscimo da sua Misericórdia, proporcionando-nos uma pequena visão de todo o nosso porvir e dando-nos, através daqueles que nos antecederam á Pátria Espiritual, o Seu conforto de sabermos que existe um significado justo e coerente para toda a dor e sofrimento que vemos no mundo.

Prefiro ainda, usar do meu bom-senso, do meu livre-arbítrio e, com essa possibilidade que Deus nos ofertou – a de conversarmos com os mortos, buscar conselhos e referencias sobre como melhorar minha conduta nesta vida, sobre como melhorar e tentar consertar meus defeitos. Uffa...tantas outras possibilidades boas, que seria impossível falar em apenas alguns minutos.

E seria egoísmo meu se somente eu falasse de tantas coisas boas que podemos conceber e aproveitar dessa coisa chamada de conversar com os mortos!!

Lembro-lhes que cada um de nós destila de nosso coração e faz sair de nossa boca, aquilo que nos vai na alma. Se tem diabo feio por aí, é porque se alojou, primeiramente, dentro de nós.

Exposição por Fiorell@

 

 

XI- Grandes e Pequenos

No tema de hoje, Grandes e Pequenos, temos a citação de kardec:

É estranho, acrescentam, que só falem de Espíritos de personalidades conhecidas. E perguntam por que motivo só estes se manifestam. É um erro proveniente, como muitos outros, de observação superficial.

Vejam que interessante. Ou 8 ou 80. É como os casos das contestações que vimos até então, com a diferença que o extremo desta feita está nos Espíritos de renome. Mais uma vez, quem viu este ângulo, viu apenas uma face da moeda. Vejamos o que Kardec nos lembra sobre este fato:

Entre os Espíritos que se manifestam espontaneamente há maior número de desconhecidos do que de ilustres. Eles se designam por qualquer nome, muitas vezes por nomes alegóricos ou característicos. Quanto aos evocados, desde que não se trate de parentes ou amigos, é muito natural que sejam de preferência os conhecidos. Os nomes de personagens ilustres chamam mais a atenção por serem mais destacados.

 Dentro do que já pudemos estudar sobre este momento da Codificação Espírita, ou seja seu início, vimos como eram as coisas naquela época. Quando Kardec foi apresentado aos fenômenos e aos fatos mediúnicos, tudo era feito com muita frivolidade e sem senso de proveito coletivo.

E, como Kardec percebeu tratar-se de algo mais profundo do que apenas isso (lembremos também de que Kardec havia assumido essa missão na espiritualidade e, ao se deparar com a sua ‘deixa’ em começar a realizá-la, simplesmente arregaçou as mangas e dedicou-se.) Uffa...lá vem, não posso me furtar a este aparte. Fa-lo-ei em seguida.

A partir do momento em que Kardec começou a buscar o proveitoso e o edificante diante das manifestações das mesas, passou a ser assistido pela Espiritualidade comprometida em auxiliá-lo nesta tarefa, assim como a canalizar e a direcionar seu pensamento e suas idéias para coisas não frívolas mais a lei de sintonia, passou a ser cercado por esta plêiade de espíritos elevados.

Bom, quanto ao aparte sobre a missão de Kardec, gostaria de tecer um comentário. Muitos de nós ficamos estáticos e desnorteados na vida, pois alegamos não saber qual nossa missão na Terra.

Gente, por favor, precisamos refazer nosso referencial quando ouvimos, pensamos e empregamos a palavra missão. Muitos de nós, ainda pensamos que ter uma missão na Terra é ser grandioso, notório e em destaque como algumas personalidades que conhecemos, seja na área das artes, das ciências, da música, da religião, etc.

Se assim for, já pensaram como deve ser frustrante para aquele pai de família que apenas conseguiu gerir o sustento, a alimentação, a vestimenta e a educação dos filhos? Já pensaram como deve ser frustrante para aquela senhorinha que não casou e não teve filhos, apenas cuidando com dedicação e carinho dos pais idosos? Missão é mais do que a notoriedade pública!!

Trouxe-lhes palavras de Emmanuel para que não esqueçamos de buscar em nós a essência do viver e não as luzes da ribalta:

A DISCIPLINA E O PRAZER DE SERVIR SÃO INDISPENSÁVEIS PARA CONSEGUIRMOS CUMPRIR NOSSA MISSÃO:

“Não te digas inútil, nem te asseveres incompetente. Para cumprir a missão que nos cabe, não são necessários um cargo diretivo, uma tribuna brilhante, um nome preclaro ou uma fortuna de milhões. Basta estimemos a disciplina no lugar que nos é próprio, com o prazer de servir.” (“Livro da Esperança”, CEC, Cap. 16)

Existe muito a ser estudado quando falamos de missão, de significação e necessidade/ funcionalidade da reencarnação. Procurem por estes pontos, será muito bom para a compreensão do que realmente significa ter uma missão e desencumbi-la com sucesso, proveito e elevação pessoal.

Reflitamos sobre. Voltemos a Kardec.

Acham ainda estranho que os Espíritos de homens eminentes atendam familiarmente ao nosso apelo, ocupando-se às vezes de coisas insignificantes, em comparação com as de que se ocupavam durante a vida.

Neste ponto, se formos analisar algumas questões contidas no Livro dos Médiuns, veremos como o ‘pensar’ destes Espíritos se processa.

No capítulo XXVI do Livro dos Médiuns, temos algumas colocações acerca do que é simpático ou não aos Espíritos que se lhes seja perguntado. Temos também, um pequeno resumo que Kardec aprouve por bem deixar constar do livro, já que algumas coisas ainda não se fazem claras na mente das pessoas.

Uma delas é da necessidade de se perguntar á espiritualidade. Muitos acham correto sentar-se e aguardar que ela se manifeste da forma que achar correta. Mas, dentro do conhecimento de que temos da presença de inúmeros espíritos mistificadores, essas perguntas feitas de forma lógica e seqüencial, fazem com que estes espíritos mistificadores, dentro de sua pseudo-sabedoria, sejam levados aos seus verdadeiros locais de origem.

Temos os opostos também....rsrsrs....aqueles que não dão um passo sem perguntar ao espírito. Vira e mexe vão buscar orientação em centros (não só os espíritas), para cada passo que devem dar na vida. Não fazem nada sem que a espiritualidade assine embaixo. E se o espírito falar, sim ou não, ele segue. Conheci uma senhora assim e, em determinado ponto, percebi que ela mesma não sabia mais gerenciar a própria vida.

Outra dessas referências é a de que, muito embora na concepção de Kardec, se até o referido capítulo o estudioso da Doutrina tiver compreendido bem seu conteúdo, terá noções simples e básicas do que deve ou não ser consultado à espiritualidade e o porquê de assim o ser, mas ainda assim vale a pena ressaltar algumas.

Destacarei 3 que achei de grande importância para o que estamos observando em nossa Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita, no item XI – Grandes e Pequenos.

Questão 288 – capítulo XXVI do Livro dos Médiuns:
1ª Os Espíritos respondem de boa-vontade às perguntas que lhes são dirigidas? "Conforme as perguntas. Os Espíritos sérios sempre respondem com prazer às que têm por objetivo o bem e os meios de progredirdes. Não atendem às fúteis."

Como é gostoso, útil e edificante podermos repartir nosso conhecimento. Espíritos evoluídos não se esquecem da frase: Daí de graça o que de graça recebestes.

2ª Basta que uma pergunta seja séria para obter uma resposta séria? "Não; isso depende do Espírito que responde."

Devemos buscar as respostas sérias, em ambiente sério. Às vezes, me pergunto como alguém pode ter a ingenuidade de perguntar a um cidadão que está falando palavrões, desmerecendo o próximo e agindo com notória falta de fraternidade, sobre coisas sérias acerca da Doutrina Espírita.

Não podemos desmerecer que tal criatura pode ter um conhecimento elevadíssimo da Doutrina, mas sua moralidade está de calça curta ou de saia-justa. Como confiar a este alguém respostas tão sérias ou importantes? E pior, como abrir nosso coração contando de nossas confidências ou anseios mais íntimos a alguém que não saberá retê-los com o devido respeito, a devida ética e a devida fraternidade?

Penso que, muitas vezes, se sofremos é por sermos por demais ingênuos ou por demais crédulos. Mas, precisamos usar de bom senso, de lógica e de observação, também em nosso dia-a-dia. Lembrem-se: a diferença entre o mundo espiritual e o nosso, está apenas na matéria que somos. As coisas são únicas, mudando apenas do ambiente material para um mais fluídico.

E por fim, temos:

2a) Mas, uma pergunta séria não afasta os Espíritos levianos? "Não é a pergunta que afasta os Espíritos levianos, sim o caráter daquele que a formula."

Pronto, né companheiros. Vejam aí Kardec enfatizando a moralidade não só de quem é questionado, mas de quem questiona. Não nos sintamos relegados ao pó da estrada, mas tenhamos em mente, sempre, da lei de sintonia. Existe aquela frase: Não se pode servir a Deus e a mamom. Saibamos compreendê-la por este ângulo também.

Temos nossas deficiências, somos falhos, temos muito que evoluir e toda aquela ladainha que ficam incutindo em nossa mente e em nosso ser. Mas, também somos donos de nosso destino, de nosso agir e de nosso pensar. Se hoje me noto falha em determinado ponto, cabe a mim e tão somente á mim mesma, melhorar isso!! Está nas minhas mãos.

O nosso companheiro aqui do PALTALk Conde, gosta daquela frase do Chico: “ Ninguém pode fazer um novo começo, mas todos podemos fazer um novo fim”

Então, povo, é arregaçar as mangas e ter as rédeas de nosso destino nas mãos.

 Quanto ao fato dos Espíritos virem até nós para falarem de coisas mais simples do que as que se ocupavam na Terra, Kardec complementa:

Isso nada tem de estranho para os que sabem que o poder ou a consideração de que esses homens gozavam no mundo não lhes dá nenhuma supremacia no mundo espírita.

Os Espíritos confirmam com isto as palavras do Evangelho: OS GRANDES SERÃO HUMILHADOS E OS PEQUENOS SERÃO EXALTADOS, que devem ser entendidas em relação à categoria que cada um de nós ocupará entre eles.

No ESE temos o depoimento de alguém que havia sido rainha quando na Terra, lembram-se? No capítulo II Meu Reino não é deste mundo.

 Item 8. Quem melhor do que eu pode compreender a verdade destas palavras de Nosso Senhor: "O meu reino não é deste mundo"? O orgulho me perdeu na Terra. Quem, pois, compreenderia o nenhum valor dos reinos da Terra, se eu o não compreendia?

Que trouxe eu comigo da minha realeza terrena? Nada, absolutamente nada. E, como que para tornar mais terrível a lição, ela nem sequer me acompanhou até o túmulo! Rainha entre os homens, como rainha julguei que penetrasse no reino dos céus! Que desilusão! Que humilhação, quando, em vez de ser recebida aqui qual soberana, vi acima de mim, mas muito acima, homens que eu julgava insignificantes e aos quais desprezava, por não terem sangue nobre!

Oh! como então compreendi a esterilidade das honras e grandezas que com tanta avidez se requestam na Terra!

Para se granjear um lugar neste reino, são necessárias a abnegação, a humildade, a caridade em toda a sua celeste prática, a benevolência para com todos. Não se vos pergunta o que fostes, nem que posição ocupastes, mas que bem fizestes, quantas lágrimas enxugastes.

Por outro lado, na obra O Céu e o Inferno capítulo VII espíritos endurecidos, temos uma outra Rainha, a do Oude, que ainda nos afirma já na espiritualidade, algumas coisas que valem a pena serem lidas, para que tenhamos alguns referenciais de como não agir ou pensar.

Aliás, vejam a triste alusão feita á esta irmãzinha que, com a graça de sua renovação, quem sabe hoje, mais de um século depois, já possa rever seus pensamentos e suas palavras, buscando assim, uma situação de evolução e crescimento pessoais. Vamos ao comentário contido na obra:

(...)Evocando esta grandeza decaída ao túmulo, não esperávamos respostas de grande alcance, dado o gênero da educação feminina nesse país; julgávamos, porém, encontrar nesse Espírito, não diremos filosofia, mas pelo menos uma noção mais aproximada da realidade, e idéias mais sensatas relativamente a vaidades e grandezas terrenas.

Longe disso, vimos que o Espírito conservava todos os preconceitos terrestres na plenitude da sua força; que o orgulho nada perdeu das suas ilusões; que lutava contra a própria fraqueza e, finalmente, que muito devia sofrer pela sua impotência.

Repetindo as palavras de São Luis: "Deixai-a, a pobre perturbada. Tende compaixão da sua cegueira e oxalá vos sirva de exemplo. Não sabe quanto padece o seu orgulho".

Embora trata-se da mensagem de uma rainha, não tão comum em nossos dias, lembremo-nos de que esta mensagem não possui 150 anos. Em vista disso, companheiros, não nos é difícil tentar compreender companheiros nossos que suscitam aquele famoso provérbio popular: “Comem atum e arrotam caviar”.

Embora o tempo seja precioso e nós já tenhamos vivido inúmeras existências, vejam como alguns detalhes de nosso espírito ainda carecem de reavaliação. Eis a tal da reforma íntima.

 Ah ta...esqueci de falar quais as perguntas que valiam a pena serem reproduzidas aqui. Vamos á elas. Apenas 3:

P.: Que pensais das honras fúnebres tributadas aos vossos despojos?
R. Não foram grande coisa, pois eu era rainha e nem todos se curvaram diante de mim... Deixai-me... forçam-me a falar, quando não quero que saibais o que ora sou... Asseguro-vos, eu era rainha...

Vejam que interessante essa resposta de nossa irmãzinha. Embora esteja já na espiritualidade, ainda está indignada com as honras que lhe foram devidas em sua morte ou cortejo fúnebre. No entanto, não quer mais falar do assunto, pois falar dele seria revelar sua atual condição enquanto desencarnada. Ela deixa bem claro que não quer ver a verdade, ver como está. Envergonha-se, mas não aceita. Apenas afirma que ainda é rainha. Ver quem tem olhos de ver, não é mesmo?

- P. Vós, que vivestes nos esplendores do luxo, cercada de honras, que pensais hoje de tudo isso?
R. Que tenho direito.

Uffa, não? Quando estamos convictos de algo, quando não queremos ver outra coisa que não a nossa própria verdade (que nem sempre condiz com a realidade), não tem santo ou cristo que nos demova.

Quantos de nós ao olharmos o que nos incomoda ou o que nos dói, teimamos em não aceitar? Quantos de nós sabemos que a verdade não é aquela que pintamos, mas nos recusamos a entrar em contato com ela?

58- Puxa, estamos ali, no lodo e na lama decorrentes de nossas ilusões, no entanto não queremos sair. Esta rainha, pelo menos, parece tranqüila em assumir seus pensamentos e suas idéias acerca das coisas das quais se acha merecedora. No fundo, tenho a impressão que lhe falta totalmente a visão de moralidade ou de humildade.

E nós? Nós que já sabemos? Nós que já temos conhecimento? Como fazemos? Insistimos em posturas que sabemos serem erradas. Insistimos em querer coisas que sabemos não serem reais ou condizentes. E qual nossa paga? A depressão, a ira, o inconformismo, a lamúria, a coitadeza, os vícios e tantas outras mazelas que atraímos para nós mesmos por pura sintonia em coisas que já sabemos serem indevidas.

A aquele que muito for dado, muito lhe será cobrado, não é mesmo companheiros?

Bom, vejamos esta outra pergunta de grande significância:

P. A vossa hierarquia terrestre concorreu para que tivésseis outra mais elevada nesse mundo em que ora estais?
R. Continuo a ser rainha... que se enviem escravas para me servirem!... Mas... não sei... parece-me que pouco se preocupam com a minha pessoa aqui... e contudo eu... sou sempre a mesma.

Nesse aspecto, vemos claramente aquilo que eu citei acima. Ela simplesmente não entende como tudo aquilo a que está habituada, como tudo aquilo a que teve na Terra, ainda não lhe acompanha nesse outro mundo. Ela ainda se vê como era na Terra e, esse véu que lhe cobre a visão, possivelmente será retirado a custa de muita dor ou sofrimento.

Aliás, um assunto abordado no encontro realizado em nossa outra sala, a Momento Fraterno, perfeitamente se aplica a este caso. Trata-se da intercessão. Vejam que, a depender da evolução ou conscientização desta criatura, assim como das demais criaturas consideradas como endurecidas, seria deixá-las ao livre curso de sua própria sorte.

Porém, dentro da perfeição Divina, existe a compaixão. Existe a intercessão. Como nos salienta Emmanuel em seu prefácio do livro Obreiros da Vida Eterna:

A morte não extingue a colaboração amiga, o amparo mútuo, a INTERCESSÃO confortadora, o serviço evolutivo.

Seria muito solitário, desprovido de caridade e de benevolência um espírito endurecido se depurar, se modificar ou evoluir apenas com o seu próprio livre-arbítrio. Ele está cego, mudo e surdo a tudo o que não sejam suas próprias verdades. Não fossem espíritos abnegados, espíritos amorosos com os quais tais criaturas mantêm laços, essa passagem pelas zonas inferiores seriam intermináveis.

Mas nossas preces, a prece de quem está diretamente envolvida com a criatura, o trabalho dos caravaneiros (ou dos samaritanos ou dos socorristas, como cada um possa vir a chamar) e o concurso fraterno e desinteressado de espíritos amigos, exercem em tais criaturas o lenitivo das provações.

Muito teríamos ainda a falar de grandes humilhados e pequenos exaltados. Creio que, de certa forma, a semente para que possamos refletir sobre o assunto e para que possamos olhar à nossa volta com olhos amorosos está lançada. Sejamos atentos ao cultivá-la.

E, como termina Kardec neste capítulo XI da Introdução aos estudos da Doutrina Espírita, temos:

É assim que aquele que foi o primeiro na Terra poderá encontrar-se entre os últimos; aquele que nos fez curvar a cabeça nesta vida pode voltar como o mais humilde artesão, porque ao deixar a vida perdeu toda a sua grandeza, e o mais poderoso monarca talvez lá se encontre abaixo do último dos seus soldados.

Não nos fica difícil compreender como algumas pessoas altamente intelectualizadas, altamente providas de grandes conhecimentos e com aquele jeitão de nascida em berço de ouro, ainda assim, seja apenas alguém com um desempenho mediano em sua vida atual. Seja alguém aonde as coisas não fluem e, por mais que se esforce ou conheça os caminhos, está sempre no ponto de partida.

uffa...acabei de me lembrar do Sísifo...um cidadão muito inteligente, cheio de conhecimentos e de grande astúcia, mas que foi penalizado, por um Deus Grego, a rolar uma pedra montanha acima. Quando chega no topo desta montanha, pressionada pelo próprio peso, a pedra rola ladeira abaixo e o Sísifo tem que recomeçar sua empreitada. A explicação que nos é dada por esta passagem mitológica, vem bem ao encontro do que falamos agora.

Ao refazer incontáveis vezes o mesmo caminho, Sísifo tem a oportunidade de repensar em suas atitudes, tem a oportunidade de buscar dentro de si os elementos necessários para que possa superar a Pedra. E, simbolicamente falando, a pedra nada mais é do que as mazelas que carrega dentro de si.

Saindo da mitologia e trazendo para a Doutrina, temos a reforma íntima. Soberba, orgulho e ganância não são condizentes com os que serão exaltados. Alguns de vocês devem se lembrar do Sísifo. Falamos dele na Momento Fraterno, sala em que nos encontramos ás terças-feiras, para momentos de troca de vivências, de experiências e sobre a vida em geral. Banhados pela Doutrina Espírita sim, mas com a leveza de amigos conversando em volta de uma fogueira ou um grande parque.

Bom, temos estudado no decorrer destas semanas, sobre pequenas coisas que compõe a Doutrina Espírita. Nossos últimos estudos versaram sobre os monopolizadores do bom senso e ao tópico a linguagem dos espíritos e o poder diabólico.

Pudemos perceber, nestas duas partes que aos que desconhecem a Doutrina Espírita e aos que dela fazem má idéia, o argumento mais utilizado é o de que, entre outras coisas, desrespeitamos as leis divinas.

Após vermos estes depoimentos, das duas rainhas desencarnadas, somando á nossa mente as demais passagens que já vimos em que os espíritos vieram e nos trouxeram mensagens de conforto, de elevação e de aprendizado, gostaria de perguntar-lhes:

Como isso tudo tem calado em vosso coração? Como todas essas coisas que vimos, estão fazendo guarida dentro de vocês?

Eu gostaria de contribuir, apenas lembrando uma frase que me fez acordar para algumas coisas. A frase é: “sábio é aquele que aprende com os erros alheios” Se quiséssemos viver e errar tudo aquilo que temos direito, a vida seria inimaginavelmente curta e sofrida. Aprender com os erros alheios, é ganhar tempo para viver de forma proveitosa e com tempo suficiente para evitar e cometer novos erros. Quando me deparo com depoimentos como os destas duas rainhas, vejo que somente sendo muito tola para não aprender com eles.

Isso é Deus em ação, nos proporcionando ferramentas, meios e caminhos para nosso aprendizado. Isso é Deus zelando por nós. Isso é Deus olhando por cada um de seus filhos.

E vocês, conseguem ver Deus assim?

Exposição por Fiorell@

 

 

XII- Identificação dos Espíritos

Encontro passado, falamos dos Grandes e Pequenos e da naturalidade das leis que nos mostram que os grandes serão humilhados e os pequenos exaltados.

 Por que falo em naturalidade? Por que falo em leis? As leis regem o universo e, como bem sabemos, são muito diferentes das leis terrenas. Muito passamos a compreender destas leis, através da Codificação Espírita, ou a revelação espírita.

A autoridade da revelação espírita vem do fato de que os espíritos se limitam a pôr o homem no caminho das deduções que ele mesmo pode tirar observando os fatos.

Assim tanto espíritos elevados como também os menos adiantados colaboram no trabalho de deduzir as leis que regem os fatos.

Usando a lógica e o bom-senso pode o estudioso beneficiar-se de todos os gêneros de manifestações, tendo em conta que os espíritos superiores se abstêm de revelar tudo o que o homem, com trabalho próprio, possa descobrir.

Permitiu Deus que assim fosse a fim de que uma multidão de espíritos desencarnados se manifestassem em vários pontos do planeta e viessem convencer os vivos das realidades espirituais, pois, difícil e demorada seria a aceitação global se a revelação se fizesse por apenas um espírito, encarnado ou não, mesmo que fosse um Moisés ou um Sócrates.

Deve-se levar em conta que, pelo fato de desencarnar, o espírito não passa a categoria de sábio. Entretanto, livre das limitações da matéria, pode ver as coisas de modo mais elevado, compreendendo seus erros, reformando conceitos falsos ou inexatos.

De acordo com o desenvolvimento atingido, pode, portanto, melhor aconselhar o encarnado. Com relação ao futuro da alma após a morte, tanto os espíritos elevados como os de menos luzes podem auxiliar na elucidação, tendo em vista relatarem suas próprias experiências.

Adentrando ao tópico XII da identificação dos espíritos, temos algo que nos é familiar, muito embora nem sempre nos lembremos. Vejamos as palavras de kardec:

Um fato demonstrado pela observação e confirmado pelos próprios Espíritos é que os Espíritos Inferiores apresentam-se muitas vezes com nomes conhecidos e respeitados

Pegar carona na fama alheia. Mas, bem sabemos que, cedo ou tarde as máscaras caem. Mas vamos às dúvidas interessantíssimas que surgem nesta situação:

Quem pode, portanto, assegurar que aqueles que dizem ter sido Sócrates, Júlio César, Carlos magno, Fénelon, Napoleão, Washington, etc. Tenham realmente animado esses personagens?

Essa dúvida existe entre alguns adeptos bastante fervorosos da Doutrina Espírita. Admitem a intervenção e a manifestação dos Espíritos, mas perguntam que controle podemos ter da sua identidade.

Esse controle é de fato bastante difícil de realizar, mas não se pode ser feito de maneira tão autêntica como por uma certidão de registro civil, pode sê-lo por presunção, através de certos indícios.

Quando se manifesta o Espírito de alguém que pessoalmente conhecemos, de um parente ou de um amigo, sobretudo se morreu há pouco tempo, acontece geralmente que sua linguagem corresponde com perfeição às características que conhecíamos.

Isto já é um indício de identidade. Mas a dúvida já não será certamente possível quando esse Espírito fala de coisas particulares, lembra casos familiares que somente o interlocutor conhece.

Um filho não se enganará, por certo, com a linguagem de seu pai e de sua mãe, nem os pais com a linguagem do filho. Passam-se algumas vezes, nessas invocações íntimas, coisas impressionantes, capazes de convencer o mais incrédulo. O cético endurecido é muitas vezes aterrado com as revelações inesperadas que lhe são feitas.

Relativamente fácil não pessoal? No que diz respeito aos céticos, lembro-me que uma das características das reuniões em que Chico psicografava, era justamente esta.

Pessoas iam até ele no auge da dor e da descrença, mas iam impelidos por uma força maior. Lá chegando, caiam em prantos ao receberem uma psicografia que lhes falava de coisas tão particulares como só uma mãe ou um pai ou um amigo muito próximos poderiam saber.

Um dos livros que li e que mostra isso com muita beleza, chama-se jovens no Além. Óbvio que dentre as mais de 400 obras escritas por Chico, devem ter muito mais obras com tamanha profundidade e beleza.

rsrsrs....se só o Chico tem 400 obras entre poemas, manuscritos, fatos reais, fatos vindos da espiritualidade e outros, imaginem o quanto não temos ainda por ler e compreender da Doutrina, não? Afora outros médiuns psicógrafos de renomado valor e com obras de grande utilidade para a Doutrina e seus adeptos estudiosos e sedentos da verdade que os libertará!!

Dentre as facilidades para reconhecer a identidade correta do espírito comunicante, está a caligrafia. Vejamos o que nos diz Kardec:

Dissemos que a caligrafia do médium muda geralmente com o Espírito evocado, reproduzindo-se exatamente a mesma, de cada vez que o mesmo Espírito se manifesta.

Constatou-se inúmeras vezes que, para pessoas mortas recentemente, a escrita revela semelhança flagrante com a que tinha em vida; têm-se visto assinaturas perfeitamente idênticas.

Estamos longe, entretanto, de citarmos esse fato como uma regra, sobretudo como constante; mencionamo-lo como coisa digna de registro.Aliás, digníssima, não pessoal?

Já atentaram para o detalhe do que kardec nos diz e do que vemos em médiuns com grande concentração psicográfica, como era o Chico? Em citando o exemplo de Kardec, podemos observar que mudavam os Espíritos comunicantes, mas a mesma letra de determinado espírito era repetida, ou seja, era seu padrão e sua marca pessoal.

Essa letra é do Espírito Fulano...Agora, vai o médium lembrar disso e reproduzir todos os detalhes característicos da letra de vários espíritos e, quem sabe, numa mesma noite, não?

E, mais, tanto é um fato importante a ser ressaltado, que foi motivo de estudo por parte de Kardec e tomou-lhe muita dedicação. Desde os aparelhos utilizados como instrumentos psicográficos e constantes do capítulo 13, classificando-as como Psicografia Indireta ou Psicografia Direta ou Manual.

Observação; a tônica que sempre acompanhou Kardec,com isto, foi-lhe possível identificar características peculiares deste fenômeno, tais como a mudança de caligrafia, as respostas fora do campo de conhecimento dos médiuns, os pensamentos que revelam uma inteligência superior, as páginas escritas em idiomas desconhecidos pelos intermediários e as respostas a perguntas mentais, dirigidas ao espírito comunicante sem o acesso do médium pelos cinco sentidos.

Uffa... eis a vedete de Kardec pois “possui a vantagem de acusar, mais materialmente, a intervenção de uma potência oculta, e de deixar traços que se podem conservar, como nós o fazemos em nossa própria correspondência." ("O Livro dos Médiuns", Cap. XIII, Item 152).

Quanto ao processo de realização do fenômeno, Kardec distinguiu dois tipos extremos: a mediunidade mecânica e a intuitiva.

O psicógrafo mecânico é identificado pelo movimento involuntário da mão e a ausência de consciência do conteúdo da mensagem. Exemplo interessante que nos chegou, foi de um companheiro que, através da psicografia mecânica, psicografou alguns ‘rabiscos’ e o dirigente crendo ser o idioma Cândi, falado no Japão e na China, levou até a Faculdade de Letras da USP e apresentou a um professor de Chinês que lhe disse que aquilo não era Candi, mas um tipo de escrita chinesa muito arcaica, usada muito anteriormente ao Cândi.

A psicografia intuitiva é o seu inverso, isto é, o espírito que transmite suas idéias ao médium que as registra voluntariamente. O tipo mais comum, segundo Kardec, é o tipo intermediário, onde ao mesmo tempo o médium sente seu braço em movimento e lhe advém os pensamentos que estão sendo grafados. Este tipo é chamado de psicografia semimecânica.

Olhem que interessante. Ainda dentro da psicografia intuitiva, temos uma variedade que o codificador denominou médiuns inspirados. Aqui a participação dos espíritos é tão sutil que o inspirado tem dificuldade de distinguir o que é pensamento deles e o que é produto da sua própria mente.

Nesta variedade encontrar-se-iam muitos artistas e "homens de gênio" que seriam médiuns sem o saber, dada a dificuldade de identificar a participação dos espíritos desencarnados em seu trabalho.

E, finalizando, Kardec ainda apresenta outras tipologias de médiuns psicógrafos: os polígrafos, que têm sua letra alterada na comunicação, podendo apresentar a caligrafia que o comunicante possuía em vida (situação rara, segundo o codificador); os poliglotas, que possuem a faculdade de escrever em línguas desconhecidas por eles (exemplo que citamos acima)e os iletrados, que escrevem a despeito de serem analfabetos.(KARDEC, 1978. p. 226)

Ernesto Bozzano, possui um estudo meticuloso acerca da Xenoglossia [do grego xénon= estranho, estrangeiro + glôssa= língua + -ia] - Faculdade de falar ou escrever línguas estranhas ao próprio médium. Muito rara.

Dentre estes estudos de Bozzano, destaco-lhes um de 1930 o de Van Reuter e sua mãe dialogam com um padre que os responde em Russo, idioma que absolutamente desconheciam. A grafia das palavras se dá nos caracteres da língua mãe (inglês), imitando a sonoridade do russo.

Embora eles conhecessem o inglês, o alemão, o francês, o espanhol, o italiano e um pouco de sueco e latim, obtiveram mensagens em húngaro, norueguês, polonês, holandês, lituano, irlandês, persa, árabe e turco, além do russo já citado. (1926)

Estes estudos de Bozzano, trouxeram respostas e comparativos muito interessantes acerca da procedência e do fundo que pode existir em se tratando de psicografia. Para quem não sabe, Ernesto era um grande metapsiquista.

Aliás, gente, é tão estimulante observar todos estes ângulos, que me perco, me perdoem se lhes trago tantas coisas, mas vejam que interessante:

-A metapsíquica é uma ciência como as outras que tem por objetivo o estudo dos fenômenos psíquicos e psicológicos devidos às forças inteligentes pertencentes a outro plano de vida que não o nosso, ou às faculdades do espírito que permanecem desconhecidas.

Como tal, seu método é todo objetivo. Esta ciência não pode ser abordada apenas porque assim se quer. Ela demanda conhecimentos extensos e precisos, sobretudo em física, radioeletricidade, medicina, psiquiatria, psicologia, etc.

 O que quer dizer que ninguém se torna metapsiquista sem ter estudos preliminares, e pudemos ver que se trata de estudos muito complexos.

Se o Espiritismo se confundisse realmente com a metapsíquica, se fosse verdadeiramente uma ciência como as outras, convenhamos, os espíritas seriam muito raros.

Entendem companheiros, quando alertamos para as novidades que desejam imporem como sendo realidades espíritas e que devam constar da Codificação? Percebem como existe um procedimento, um cunho sério e importante sendo abordado e abrangido por detrás de conceitos tidos como espíritas?

Nossa Doutrina não é uma crença qualquer!! Lembrem-se, a Doutrina Espírita nos chega como o Consolador prometido por Jesus!! Embora seja uma Doutrina em tríade, ou seja ciência-filosofia-religião e o próprio Kardec se nos asseverou de que ele e a espiritualidade não haviam nos trazido tudo, isso não significa que podemos acoplar á ela tudo o que é descoberto e tido como benéfico à humanidade.

Relembrando, apenas como referencial e por ser de grande importância no contexto da identificação através da psicografia, temos no capítulo 13 do Livro dos Médiuns as explicações mais detalhadas e aprofundadas.

Em suma, temos os médiuns mecânicos e os intuitivos. Existe comumente um intermediário entre ambos e nem tão fácil de ser identificado, seria o médium semimecânico, aonde seu braço se movimenta e os pensamentos se lhes vêem à mente.

A intuitiva, portanto, é aquela em que pode haver a interferência do médium, pois passa primeiramente pela sua mente. Já na mecânica, não há como o médium intervir, pois o processo se dá todo de forma sem controle do médium. Seu braço e sua mão movem-se espontaneamente.

Ainda, dentro da intuitiva, temos os chamados médiuns inspirados. A sutileza deste processo, em muitos casos, torna praticamente impossível identificarmos o que é pensamento dos espíritos ou produto de nossa própria mente.

Complementando os médiuns psicógrafos temos os polígrafos, que têm sua letra alterada na comunicação, podendo apresentar a caligrafia que o comunicante possuía em vida (situação rara, segundo o codificador); os poliglotas, que possuem a faculdade de escrever em línguas desconhecidas por eles (exemplo que citamos acima)e os iletrados, que escrevem a despeito de serem analfabetos.

Enfim, psicografia como forma de identificação dos espíritos comunicantes, alguma dúvida? Perceberam como é fácil para alguém vir e nos contestar acerca das coisas, afirmar que isso e aquilo são invencionices ou obra do diabo, mas desconhecem a profundidade dos estudos, a seriedade e o grande legado que isso tudo representa?

Perceberam como existe muito mais do que a nossa singela idéia pode conceber, por detrás da mediunidade e da avalanche de livros romanceados que temos no mercado editorial? Acaso temos em mãos todas as informações técnicas, pesquisadas e observadas por pessoas que nos antecederam?

Que fazemos com estudos tão sérios e profundos tais quais estes dois exemplos que lhes trouxe agora? Simplesmente deixamos de lado ou aceitamos como fato consumado, diante das novidades que a vida nos brinda?

Vemos isso na educação de nosso filhos, não é mesmo? Escolas buscando o novo, formas de interação e envolvimento entre as ciências do saber e aprender com as tecnologias do dia-a-dia e vemos que, hoje em dia, crianças sabem rapidamente utilizar uma calculadora, mas não sabem montar estas contas na mente.

Avancemos sim na tecnologia, busquemos sim as inovações, mas não nos esqueçamos do básico. E o básico, pessoal, em se tratando de Doutrina Espírita é a Reforma íntima. Me calo por aqui....adoraria continuar, mas vou ficar quieta. Sei que muitos sabem do que estou falando e, em respeito a vocês, vou ficar quieta e deixar que vosso livre-arbítrio, vosso bom-senso e vossa razão vos guiem.

Bom, adentrando ao item seguinte, Kardec nos trás:

Os Espíritos que atingiram certo grau de depuração são os únicos libertos de toda influência corporal; mas quando estão completamente desmaterializados (esta é a expressão de que se servem) conservam a maior parte das idéias, dos pensamentos e até mesmo das manias que tinham na Terra e este á ainda um meio pelo qual podemos reconhecê-los.

Mas chegamos ao reconhecimento, sobretudo, através de uma multidão de detalhes que somente uma observação atenta e contínua pode revelar.Olhem que legal essa parte:

Vêem-se escritores discutirem suas próprias obras ou suas doutrinas, aprovando-lhes ou condenando-lhes certas partes; outros Espíritos lembrarem circunstâncias ignoradas ou pouco conhecidas de suas vidas ou suas mortes; todas as coisas, enfim, que são pelo menos provas morais de identidade, as únicas que se podem invocar tratando-se de coisas abstratas.

Coisas abstratas ou devaneios, ou ainda coisas vagas, realmente, não são materiais e nem palpáveis. Como então, só nos resta a moralidade para termos como referencial.

Mas interessante se faz notar nessa referência de kardec é que, mesmo Espíritos tidos como detentores de absoluta verdade, ao desencarnarem e terem a oportunidade de se manifestarem através de um médium, nos falam dos pontos falhos e dos pontos fortes em suas obras ou em seus escritos.

Já imaginaram como deve ter sido enriquecedor e proveitoso, travar estes diálogos com os grandes Mestres do passado, que retornam comentando a si mesmos em encarnações precedentes e questionando a veracidade da linha de raciocínio ou fé que lhes guiava?

Imaginem, nós outros, com todo nosso histórico de vida, quando se nos deparamos com a morte e podemos rever nossos pensamentos e nossos atos, sem o véu da matéria sem as pressões que a vida terrestre nos impõe?

E quão pesados nos são os fardos de reconhecimentos de nossos erros em palavras que dissemos a amigos, em gestos que tivemos para com o próximo? Imaginem como é a grandeza Divina a nos facultar essa possibilidade, após o desencarne e quando já estamos despojados de tantos véus e de tantos entraves a nos guiar e rodear?

Enfim, kardec nos brinda com mais este conhecimento:

Se, pois, a identidade do Espírito evocado pode ser, até certo ponto, estabelecida em alguns casos, não há razão para que ela não possa ser em outros. E se, para as pessoas de morte mais remota não temos os mesmos meios de controle, dispomos sempre daqueles que se referem à linguagem e ao caráter. Porque seguramente, o Espírito de um homem de bem nunca falará como o de um perverso ou imoral.

Se em determinados casos, não podemos ter os mesmos meios de controle. Como é o caso da identificação que fazemos de filhos ou parentes próximos em relação a parentes que viveram em épocas mais distantes. No entanto, temos sempre a índole a moralidade como fatores a serem analisados de forma concreta.

Como já vimos em estudos anteriores, desta mesma introdução ao Estudo da Doutrina Espírita, por Allan kardec, reconhece-se a árvore pelo fruto e isso temos como base e como normas em nosso dia-a-dia.

E também já falamos que os Espíritos que se revestem de um nome famoso ou de uma conduta que não a sua própria, em breve deixará cair a máscara da mentira. Vejam as palavras de Kardec a esse respeito:

Quanto aos Espíritos que se servem de nomes respeitáveis, logo se traem por sua linguagem e suas máximas. Aquele que se dissesse Fénelon, por exemplo, e ainda que acidentalmente ferisse o bom senso e a moral, mostraria nisso mesmo o seu embuste.

Se ao contrário, os pensamentos que exprime são sempre puros, sem contradições, constantemente á altura do caráter de Fénelon, não haveria motivos para duvidar-se de sua identidade. Do contrário, teríamos de supor que um Espírito que só prega o bem pode conscientemente empregar a mentira, sem nenhuma utilidade.

Duas coisinhas! Quem era Fénelon para ser citado tão respeitosamente por Kardec?

Em sua biografia, pude encontrar ter sido um Arcebispo na França pelos idos de 1687. Figura conceituada e bem posta à sua época, jovem foi galgando os degraus necessários ao seu aprimoramento. Fénelon é seu pseudônimo literário e podemos conhecer um pouco mais de sua vida através desta bibografia no link

http://www.espirito.org.br/portal/artigos/mundo-espirita/expoentes-06.html

Fénelon figura na Codificação, em vários momentos, podendo ser citados: O livro dos espíritos, onde assina Prolegômenos, junto a uma plêiade de luminares espirituais. Igualmente a resposta à questão de nº 917 é de sua especial responsabilidade.

Em O evangelho segundo o espiritismo apresenta-se em vários momentos, discursando acerca da terceira revelação e da revolução moral do homem (cap. I, 10); o homem de bem e os tormentos voluntários (cap. V, 22,23; a lei de amor (cap. XI, 9); o ódio (cap. XII, 10) e emprego da riqueza (cap. XVI, 13).

Em O livro dos médiuns figura no capítulo das Dissertações Espíritas (cap. XXXI, 2ª parte, itens XXI e XXII) desenvolvendo aspectos acerca de reuniões espíritas e a multiplicidade dos grupos espíritas.

Importante assinalar que os destaques assinalados são os que o espírito assina seu nome, devendo se considerar que deve, como os demais responsáveis espirituais pela Codificação ter estado presente em muitos outros momentos, dando seu especial contributo, eis que foi convidado pelo Espírito de Verdade a compor sua equipe, em tão grandioso empreendimento.Uffa....tudo tem sua razão de ser, não?

A segunda coisinha é a de que viram como não adianta termos posturas diferentes e moldáveis aos ambientes em que convivemos? Se somos moralmente talhados e desejamos nosso aprimoramento nessa área, não nos adianta freqüentar uma Casa Espírita e lá sermos o modelo do bom Cristão, para assim que sairmos á rua, acendermos nosso cigarrinho ou ao adentrarmos ao nosso lar sermos os carrascos ou os companheiros infiéis, os pais intolerantes ou os filhos rebeldes (me perdoem os fumantes mas é um exemplo muito visto e trata-se de um vício prejudicial não só ao médium que trabalha em uma casa, mas também de trabalho dobrado à espiritualidade quando da limpeza e harmonização que necessitam fazer no chamado ‘aparelho mediúnico’ antes dos passes e trabalhos em que envolvam troca de energias).

A moralidade é muito mais abrangente do que belas palavras ou posturas que adotamos em tal ou qual ambiente. Distantes estamos na perfeição e na unicidade entre nosso saber, nosso crer e nosso agir, mas não nos custa lembrarmos disso. Somos únicos,encarnados ou não.

A cada instante temos as oportunidades de elevarmos nossa moralidade e nossas formas de sermos e agirmos. Cabe-nos estarmos atentos a estas oportunidades. Nós, que conhecemos a imortalidade da alma, temos esse compromisso de forma ainda mais latente!! Olhem que confortador esse detalhe que Kardec nos cita:

A experiência nos cita que os Espíritos do mesmo grau, do mesmo caráter e animados dos mesmos sentimentos, reúnem-se em grupos e em famílias. Ora, o número dos Espíritos é incalculável e estamos longe de conhecê-los a todos; a maioria deles não tem nomes para nós.

Um Espírito na categoria de Fénelon pode, portanto, vir em seu lugar, às vezes com o seu nome, porque é idêntico a ele e pode substituí-lo e porque necessitamos de um nome para fixar as nossas idéias. Mas que importa, na verdade, que um Espírito seja realmente o de Fénelon?

Desde que só diga coisas boas e não fale senão como faria o próprio Fénelon, é um bom Espírito; o nome sob o qual se apresenta é indiferente e nada mais é, freqüentemente, do que um meio para a fixação de nossas idéias.

Esse detalhe é muito importante que seja lembrado, amigos. Muitos de nós já nos deparamos com debates e sondagens acerca de quem é o Espírito da Verdade que assina muitos trechos nas obras da Codificação ou, como já citado anteriormente, Espírito que estava incumbido de trazer as obras da codificação e que tinha uma equipe de nobres Espíritos a acompanhá-lo.

A ênfase que Kardec deu sobre o Espírito vir em seu lugar por ser da mesma hierarquia espiritual, me faz lembrar uma dúvida que um dia ouvi (e acho que até eu já tive essa mesma dúvida...rsrsrs).

Como pode, em dia de aniversário de por exemplo, Eurípedes Barsanulfo, ele estar em várias Casas Espíritas pelas quais é mentor e ao mesmo tempo? Eis aí a explicação. Gostariam de comentar algo?

Kardec salienta ainda:

Não se verifica o mesmo nas evocações íntimas; pois nestas, como já dissemos, a identidade pode ser estabelecida por meio de provas que são, de alguma forma, evidentes.

Por fim, é certo que a substituição dos Espíritos pode ocasionar uma porção de enganos, resultar em erros e muitas vezes, em mistificações. Esta é uma das dificuldades do Espiritismo prático. Mas jamais dissemos que esta Ciência seja fácil nem que se possa aprendê-la brincando, como também não se dá com qualquer outra Ciência.

Exposição: Fiorell@!

 

 

XIV- AS QUESTÕES DE ORTOGRAFIA

Hoje adentraremos ao item XIV que trata das Questões de Ortografia.

Passaríamos ligeiramente sobre a objeção de alguns céticos quanto ás falhas ortográficas de alguns Espíritos, se ela não nos desse oportunidade a uma observação essencial.

Essa ortografia deve-se dizer, nem sempre é impecável; mas somente a falta de argumentos pode torná-la objeto de uma crítica séria, com alegação de que se os Espíritos tudo sabem, devem saber ortografia.

Poderíamos opor-lhes numerosos pecados desse gênero cometido por sábios da Terra, sem que lhes tenha diminuído o mérito. Mas há neste fato uma questão mais grave.

Vejam que interessante, pessoal. Costumo dizer que estudar a espiritualidade e seus fenômenos, nada mais é do que estudar e compreender a nossa própria estadia na Terra e àqueles que se nos acompanham.

Por vários tópicos e itens, pudemos acompanhar Kardec em suas ponderações sobre o que devia ser ou não analisado e explicado por ele, quando se tratava das objeções feitas pelos contraditores da Doutrina Espírita.

Kardec em seu minucioso trabalho precisou filtrar não só as mensagens que eram trazidas da espiritualidade como também os argumentos sérios e de fundamento que se lhe chegava ás mãos (ou alguém duvida que ele também recebeu, através dos médiuns mensagens enganatórias, desvirtuadas e sem cunho doutrinário real?).

Nesse ínterim, podemos nos recordar de que Kardec foi o escolhido para desempenhar esta missão, não por causa de seus bellos olhos, mas sim, devido á sua capacidade e, sobretudo, á sua moralidade e ao seu empenho no tocante às coisas do Cristo e da Espiritualidade, desde encarnações anteriores.

Bom, se Kardec em seu profundo bom-senso e em seu discernimento acurado detinha-se a analisar determinadas questões que se lhes apresentavam em refutamento á Doutrina Espírita, algum tipo de filtro ou de embasamento ele devia ter, certo?

É fato pouco conhecido no meio espírita, infelizmente, o chamado Controle Universal dos Espíritos. Criado por Kardec e necessário para os ajustes que deveriam ser feitos futuramente na Codificação Espírita. E olhem que está lá, no começo do Evangleho Segundo o Espiritismo.

José Tufaile em precioso texto direcionado ao site espírito.org, brinda-nos com grandes informações acerca de como deveria ter sido o implemento de tal código.

http://www.espirito.org.br/portal/artigos/gebm/psicografia-controle.html

Ele enumera os fatos que não aconteceram aqui no Brasil (e em outros locais do mundo) e mostra-nos a necessidade de se utilizar o controle universal.

Bom, no que diz respeito a Kardec e aos opositores da Doutrina, não era diferente. Assim como existiam parâmetros para ele discernir o que lhe vinha às mãos como sendo parte da Codificação, ele também analisava as argumentações dos contraditores.

Duvido que Kardec, diante da seriedade do fato e do momento em que se prestava ao nascimento da Codificação, tenha perdido seu tempo analisando argumentos que não primassem pela boa educação, pelo respeito e, sobretudo, pela lógica.

O que me lembra de uma passagem que o Curioso citou em sua palestra ontem (que infelizmente não pude acompanhar inteira) acerca dos melindres e de uma pergunta feita a Chico sobre os que deserdam dos trabalhos em uma Casa Espírita por ocasião do melindre.

E Chico foi claro: nada nos cabe a não ser orar por estes irmãos para que caiam em si e continuarmos nossas tarefas. Chico não foi tão simplório nas palavras, mas a mensagem é esta.

E o mesmo podemos utilizar quando se trata das pessoas que intentam difamar, caluniar e desfazer da Doutrina Espírita e de seus seguidores.

A Doutrina veio, está estabelecida e não foi uma brincadeira feita para distrair pessoas ociosas. Quando foi necessário, os opositores foram ouvidos e foram respondidos a contento.

Passados mais de século, têm ainda opositores (claro, pois cada qual está em uma fase evolutiva e de aprendizado), mas se o opositor se dispor a estudar a Doutrina de forma séria e desprovida de paixões, encontrará as respostas necessárias, tanto do cunho pessoal de Kardec, quanto de cunho espiritual, quanto do estudo minucioso e sério efetuado por renomados físicos, cientistas e médicos.

E, se for trazer para nós e nosso dia-a-dia, estejamos então atentos aos que se opõe sem argumentos e sem respeito.

Aliás, que utilizemos deste parâmetro não só quando pensamos em Doutrina Espírita, mas sim também quando nos reportamos ao nosso lado pessoal. Muito embora tenhamos recebido inúmeras mensagens de Emmanuel e outros Espíritos de Escol, alertando-nos para a necessidade da fraternidade e para a compreensão e tolerância que irmãozinhos necessitam, não nos esqueçamos de que também estamos no caminho.

E mais, não nos esqueçamos de que muito embora devamos praticar a tolerância e a compreensão, também precisamos saber até aonde vão nossos limites e até aonde temos já a autoproteção para fazermos como o rio, que banha as margens, mas não detém suas águas, pois corre o risco de enlamear-se e de poluir-se com as águas estagnadas que se encontram à margem.

Foi isso que Kardec fez, tal qual rio que percorre inúmeras e variadas margens, não se firmou em nenhum ponto, levando adiante sua responsabilidade no tocante à Codificação. Ele, como rio caudaloso que foi, percorreu muitas margens e as águas que se encontravam estagnadas e que quiseram adentrar ao seu regaço, seguiram adiante deixando o ponto da margem repleto de galhos, troncos e imundices.

E, não menos ainda, temos as colocações de Jesus, quando os apóstolos iam nas cidades pregar a Boa Nova e eram mal recebidos, Jesus alertava-os de que deveriam, ao sair, bater as sandálias, para lá deixarem o respectivo pó.

Levemos conosco apenas aquilo que se nos acrescenta e aquilo que se nos confere algo de proveitoso, o restante, descartemos em benefício próprio e da nossa tarefa.

Para os Espíritos, principalmente para os Espíritos Superiores, a idéia é tudo, a forma não é nada. Livres da matéria, sua linguagem é rápida como o pensamento, pois é o próprio pensamento que entre eles se comunica sem intermediários.

Devem, portanto, sentir-se mal quando são obrigados, ao se comunicarem conosco, a se servirem das formas demoradas e embaraçosas da linguagem humana e, sobretudo de sua insuficiência e imperfeição, para exprimirem todas as suas idéias.

É o que eles mesmos dizem, sendo curioso observar os meios que empregam para atenuar esse inconveniente.

Pessoal, vejam que interessante, simples e direto. Em muitos casos, infelizmente, a simplicidade das coisas faz com que elas percam o verdadeiro significado e valores.

Mas não precisamos ir longe, não é mesmo? Quantas vezes ouvimos dizer que gênios da música e das artes enlouqueciam dentro da frustração que se lhes acometia, ao depararem-se com o mundo espiritual e com a estreiteza de manifestação destas visões!

Vejam esta colocação feita por Erasto e Timóteo, constante do Livro dos Médiuns no capítulo XIV:

"Efetivamente, quando somos obrigados a servir-nos de médiuns pouco adiantados, muito mais longo e penoso se torna o nosso trabalho, porque nos vemos forçados a lançar mão de formas incompletas, o que é para nós uma complicação, pois somos constrangidos a decompor os nossos pensamentos e a ditar palavra por palavra, letra por letra, constituindo isso uma fadiga e um aborrecimento, assim como um entrave real à presteza e ao desenvolvimento das nossas manifestações”.

"Quando queremos transmitir ditados espontâneos, atuamos sobre o cérebro, sobre os arquivos do médium e preparamos os nossos materiais com os elementos que ele nos fornece e isto à sua revelia. E como se lhe tomássemos à bolsa as somas que ele aí possa ter e puséssemos as moedas que as formam na ordem que mais conveniente nos parecesse”.

Perceberam, companheiros, o porque da necessidade de nos instruirmos? O manancial se acumula encarnações afora, servindo não só a nós mesmos, mas como a todos aqueles aos quais nos dispusermos a auxiliar, principalmente em se tratando do intercâmbio com a espiritualidade.

E, em se tratando em trabalhos mediúnicos, mais ainda, pois os Espíritos que querem se comunicar através de nós encontram ‘menos’ dificuldades para fazê-lo.

O mesmo acontece conosco se tivéssemos que nos exprimir numa língua de palavras e fraseados mais longos, e mais pobres de expressões do que a nossa. É a dificuldade que experimenta o homem de gênio, impaciente com a lentidão da pena, sempre atrasada em relação ao pensamento.

Compreende-se, pois que os Espíritos liguem pouca importância às puerilidades ortográficas, principalmente quando tratam de um ensinamento profundo e sério.

Não é, aliás, maravilhoso que se exprimam indiferentemente em todas as línguas, a todos compreendendo?

Disso não se deve concluir, entretanto, que a correção convencional da linguagem lhes seja desconhecida, pois a observam quando necessário.

Por exemplo, a poesia por eles ditada quase sempre desafia a crítica do mais exigente purista, e isto, apesar da ignorância do médium.

Compreenderam, companheiros? Viram que interessante? Inclusive esse aparte sobre as poesias ditadas e que são ‘impecáveis’ apesar da ignorância do médium.

Não é que desconhecem ou não sabem a correta ortografia, mas sua prioridade nem sempre se faz necessária.

Aliás, não nos esqueçamos que, nos momentos em que a psicografia não é mecânica, pode haver a interferência do médium e provir dele o erro e não do Espírito comunicante.

E, de forma mais chão-a-chão falando, lembremos sempre que estas são explicações e fatos ocorridos e envolvendo Espíritos de elevada espiritualidade, que como já vimos, buscam médiuns de relevante condição moral para utilizarem como instrumento, pelos mais variados motivos que já vimos anteriormente.

A título de ressalva e finalizando este tópico XIV da introdução aos Estudos da Doutrina Espírita – As questões de ortografia, deixo-lhes ainda este comentário constante daquela seqüência que encontramos no capítulo XIX do Livro dos Médiuns:

"Os nossos pensamentos não precisam da vestidura da palavra, para serem compreendidos pelos Espíritos e todos os Espíritos percebem os pensamentos que lhes desejamos transmitir, sendo suficiente que lhes dirijamos esses pensamentos e isto em razão de suas faculdades intelectuais.

Quer dizer que tal pensamento tais ou quais Espíritos o podem compreender, em virtude do adiantamento deles, ao passo que, para tais outros, por não despertarem nenhuma lembrança, nenhum conhecimento que lhes dormitem no fundo do coração, ou do cérebro, esses mesmos pensamentos não lhes são perceptíveis.

Neste caso, o Espírito encarnado, que nos serve de médium, é mais apto a exprimir o nosso pensamento a outros encarnados, se bem não o compreenda, do que um Espírito desencarnado, mas pouco adiantado, se fôssemos forçado a servir-nos dele, porquanto o ser terreno põe seu corpo, como instrumento, à nossa disposição, o que o Espírito errante não pode fazer”.

 

Exposição: Fiorell@!

 

 

XV- A LOUCURA E SUAS CAUSAS - parte 1

Vimos no encontro anterior, sobre as questões de ortografia e a real importância que os Espíritos de Alta Envergadura prestam a esse fato.

Lembrando-lhes que, não ocorre que desconheçam a forma correta de se expressarem ou que não achem necessário manifestar-se de forma correta, mas tão somente devido ao fato de que o que mais lhes pesa é a mensagem (a idéia) que desejam transmitir-nos.

Outrossim, quando se faz oportuno, brindam-nos com poemas/poesias que são impecáveis não somente na mensagem, mas também na composição das mesmas.

Adentrando ao tópico XV – A Loucura e suas Causas, veremos que ele quase se esbarra em alguns exemplos citados em estudos anteriores.

Há ainda criaturas que vêem perigo por toda parte, em tudo aquilo que não conhecem, não faltando as que tiram conclusões desfavoráveis ao Espiritismo do fato de terem algumas pessoas, que se entregaram a estes estudos, perdido a razão.

Entenderam esse trecho, companheiros? Pessoas que passaram a estudar a doutrina espírita, perderam a razão (dementaram-se) e em vista destes exemplos, outras criaturas vêem a doutrina espírita de forma desfavorável.

Vamos prosseguir nas colocações de kardec e entendamos o que elas englobam:

Como podem os homens sensatos aceitar essa objeção? Não acontece o mesmo